Agronegócio

Milho, soja e trigo devem movimentar R$ 192,5 milhões

Estimativa da Emater Regional compreende valores para os vales do Taquari e Caí este ano

Créditos: Carolina Schmidt
SATISFAÇÃO: seu Bonifácio Schneider emociona-se ao ver os resultados de sua produção de soja - Lidiane Mallmann

Vale do Taquari - Seu Bonifácio Schneider tem motivos para sorrir. O estrelense plantou 25 hectares de soja em Linha Geraldo. O produtor, que também cultiva milho e tem lá suas vacas de leite, é um dos que podem ser beneficiados com as boas perspectivas para este ano.

As culturas do milho, soja e trigo devem movimentar, este ano, em torno de R$ 192,5 milhões nos vales do Taquari e Caí. A estimativa é do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Lajeado, que abrange 55 municípios. Estas são as mais expressivas na área de competência do órgão. Para o trigo, o valor individual fica em cerca de R$ 2,5 milhões; o milho em grão, em R$ 130 milhões; e a soja em R$ 60 milhões. As três juntas compreendem uma área plantada de 94,6 mil hectares.

O engenheiro agrônomo e técnico da Emater, Alano Tonin, explica que o milho e a soja, embora apresentem os maiores valores de movimentação, encerram as colheitas na atual estação, por serem culturas de verão. Já o trigo será a próxima cultura de representatividade para o outono/inverno. A semeadura começa em maio com colheita prevista para o mês de novembro. De acordo com ele, os municípios em que o grão terá mais destaque são Cruzeiro do Sul, Santa Clara do Sul, Estrela, Teutônia, Dois Lajeados, Vespasiano Corrêa e Roca Sales.

Para os próximos meses, são aguardados padrões climatológicos equilibrados sem excesso de chuva. A característica favorece o cultivo do trigo. "As grandes quantidades de chuva são ruins para o processo de semeadura e para a germinação, pois a semente pode ser inviabilizada pela falta de oxigênio no solo. A umidade ainda aumenta a chance de doenças fúngicas bacterianas nas plantas. Lembro que, em 2017, tivemos problemas na implantação das lavouras do trigo, porque choveu muito na segunda quinzena de maio. Houve áreas que tiveram que ser replantadas."

Tonin também alerta para os cuidados que começam na semeadura e se estendem à colheita. A atenção é para que a colheita seja satisfatória. Segundo ele, as sementes precisam ser de procedência confiável e de qualidade, para garantir uma adequada população de plantas, vigor e sanidade. "É necessário ficar atento e tomar cuidado em todos os ciclos da cultura. Outro período crítico é o do florescimento, onde é necessário um monitoramento mais apurado para evitar ataques de doenças", orienta o profissional da Emater.

Visita em propriedades

Além de fornecer o suporte para os agricultores das diferentes culturas, desde o plantio até a colheita, a Regional da Emater realiza um trabalho especializado voltado para o cultivo da soja na região. De acordo com Alano Tonin, uma equipe especializada faz visitas semanais em propriedades de Dois Lajeados, Roca Sales, Teutônia, Cruzeiro do Sul e Estrela para acompanhar o cultivo, verificar a incidência de doenças, de pragas e para orientar sobre a aplicação de agrotóxico. O objetivo é trazer mais efetividade e, ao mesmo tempo, menos impacto ambiental. A iniciativa faz parte de um programa estadual da Emater chamado de Lavoura de Resultado.


Dados estaduais
Milho

A colheita do milho atingiu, na primeira semana de abril, 83% da área plantada. As produções seguem se mantendo em níveis satisfatórios nas regiões
mais ao Norte, o que sustenta a média estadual próxima dos seis mil quilos por hectare.

Soja

O percentual da área colhida chega a 35% do total plantado, com mais 40% prontos para tanto. A produtividade média prevista para o Rio Grande do Sul fica em torno de três mil quilos por hectare. A colheita já está em, aproximadamente, 48% da área semeada, com regiões como a de Santa Rosa atingindo 67 % e outras como a de Pelotas com apenas 22%.

Fonte: Informativo estadual da Emater/Ascar, divulgado na primeira semana de abril

Confira o vídeo:

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