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A violência contra as mulheres

E por ser sempre oportuna a discussão dessa temática, a Univates sediará, de amanhã até dia 22, o I Congresso de Atenção Integral à Saúde da Mulher


A violência física contra as mulheres é apenas a face mais visível de um amplo contexto de ameaças a que elas estão submetidas. Se sabemos de um caso de agressão ou de estupro, ficamos assustados e indignados, mas há formas mais sutis de violência que tomamos como insignificantes ou coisas de feministas e de chatos politicamente corretos. A objetificação, a invisibilização, a inferiorização acabam acontecendo com certa naturalidade, e nós, homens, somos responsáveis pela disseminação dessas formas de tratamento. Construímos, com nosso comportamento machista, a grande parte submersa de um iceberg que se manifesta na violência.

Tempos atrás, em outro texto que publiquei neste espaço, me referia à homofobia e ao machismo como uma espécie de rito de passagem da adolescência masculina heterossexual. O homem deve se aproximar das mulheres apenas com interesse sexual. Se não o fizer, será tachado de homossexual e sofrerá as "sanções" do grupo de outros homens heterossexuais. Essa experiência social, num momento importante da nossa formação pessoal, ressoa na vida adulta; por isso a importância de nos observarmos e nos desconstruirmos.

E por ser sempre oportuna a discussão dessa temática, a Univates sediará, de amanhã até dia 22, o I Congresso de Atenção Integral à Saúde da Mulher, o IV Simpósio de Enfermagem do Vale do Taquari e o VI Fórum Regional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, com o objetivo de refletir, com a comunidade acadêmica e com sociedade, a questão da violência contra a mulher, para buscar soluções conjuntas e para reduzir a violência e o seu impacto na família e na sociedade. Uma das principais armas nesse combate é a informação, sobretudo em relação às redes de apoio e aos direitos das mulheres. No contexto atual, em que esses direitos estão sendo ameaçados por uma onda conservadora - veja-se o caso da PEC 181 - precisamos estar atentos, questionar e lutar, cada um com as armas que tem. Assim, estão todos convidados a participar e a ampliar seus conhecimentos sobre o tema.

 


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