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Conversa com os mestres 6

Nenhuma civilização humana, por mais antiga que tenha sido sobreviveu sem a criação de um Deus


 

"A experiência é uma lanterna dependurada nas costas que apenas ilumina o caminho já percorrido." (Confúcio 551-479 A.C)

Nenhuma civilização humana, por mais antiga que tenha sido sobreviveu sem a criação de um Deus. E todas também criaram seus demônios. Dessa forma o bem e o mal, que estão dentro de nós, podiam ser jogados para o exterior e provocar alívio psicológico. Através dessas representações também ficava mais fácil de lidar com outra polaridade, essa bem mais palpável, a vida e a morte.

Ocorre que a morte podemos jogar para frente, para um futuro distante. Mas o bem e o mal nos perseguem a cada dia de nossa existência. Dessa forma tendemos a nos identificar com o bem e jogar o mal para os outros, ou como diria Sartre: " O inferno são os outros"!

Obviamente que parte do mal está dentro de nós, ainda que não queiramos aceitar. Desenvolver a consciência e encontrar a paz interior, integrando essas polaridades e aceitando a finitude é um dos desafios de todos os grandes mestres da religião. Por isso fizemos algumas perguntas que foram respondidas por mestres de todas as religiões, num verdadeiro espírito de ecumenismo.

Como lidar afinal com o bem e o mal? Respondeu Maomé, profeta de Alá: "A verdadeira riqueza de um homem é o bem que ele faz neste mundo, mas suporta o mal com paciência e perdoa, pois há nele grande e verdadeira sabedoria." Mas lembrem sempre, advertiu Confúcio: "Mil dias não bastam para aprender o bem; mas para aprender o mal, uma hora é demais."

Podemos então aprender com o mal? Claro, prosseguiu Confúcio, sábio chinês: "A ignorância é a noite da mente, uma noite sem estrelas e sem lua... não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros." Lembrem sempre que "A preguiça anda tão devagar, que a pobreza facilmente a alcança."

Muito se fala na felicidade, como alcançá-la? A resposta vem de dois livros clássicos, a Bíblia dos cristãos e Baghavad-Gita dos hindus: "Feliz é aquele que vê a felicidade dos outros sem ter inveja. O sol é para todos e a sombra pra quem merece." "Só é sábio o homem que se mantém senhor de si mesmo... Seja, pois, o motivo de tuas ações e dos teus pensamentos sempre o cumprimento do dever, e faze as tuas obras sem procurares recompensa, sem te preocupares com o teu sucesso ou insucesso, com teu ganho ou o teu prejuízo pessoal. Não caias, porém, em ociosidade e inação, como acontece facilmente aos que perderam a ilusão de esperar uma recompensa das suas ações."

Mas há tantos infelizes nesse mundo! Comenta Buda (do ponto de vista da doutrina budista clássica, a palavra "buda" denota não apenas um mestre religioso que viveu em uma época em particular, mas toda uma categoria de seres iluminados que alcançaram tal realização espiritual) : "Existem três classes de pessoas que são infelizes: a que não sabe e não pergunta, a que sabe e não ensina e a que ensina e não faz."

Como devemos encarar a morte? Inicia Buda: "Haverá um dia em que o homem verá o assassinato de um animal, como assim vê o de um homem." Prossegue Confúcio: "Quem não sabe o que é a vida, como poderá saber o que é a morte?" E depois "Para quê preocuparmo-nos com a morte? A vida tem tantos problemas que temos de resolver primeiro."
Por ultimo, perguntamos ao Papa ao Brasil que conselho daria aos brasileiros: "Os corruptos são um perigo, já que são adoradores de si mesmos, só pensam neles e consideram que não precisam de Deus"

 

 

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