Colunistas

Novo Camisa 10 da Seleção

Guilherme Rossini - Jornalista Esportivo [email protected]


Após o título da Copa América, conquistado pela Seleção Brasileira, no último domingo (7), passei um bom tempo me questionando qual pergunta faria ao técnico Tite na entrevista coletiva pós-título. "Tite, gostaria que você me falasse qual foi a contribuição do Presidente Jair Bolsonaro para o título? Afinal, ele estava lá, levantando a taça da Copa América com o resto do grupo de atletas". Sem dúvida, o comandante se desdobraria para dar uma resposta que, na verdade, não responderia a nenhuma pergunta.

Não há dúvidas de que Bolsonaro, como Presidente do Brasil, nunca deveria sequer tocar na taça. No futebol, há uma regra que diz que somente campeões podem tocar taças de competições importantes com as mãos. Provavelmente você já tenha visto a abertura de um jogo de Copa do Mundo onde o troféu é levado até o campo. Caso não seja por um campeão do mundo, ela deve ser tocada somente com luvas. Entretanto, há uma pegadinha nisso. Na verdade, sim, Chefes de Estado podem tocar troféus, taças e afins. Vê se pode?

Ele não foi o primeiro

Para quem viu o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, se misturar aos atletas, levantar a taça e realmente fazer parte do grupo, essa não é a primeira e nem será a última vez. Diante dos meus 27 anos, fazendo parte da geração millenium, vi todos os presidentes 'fazerem parte' da Seleção Brasileira.

Em 2002, foi Fernando Henrique Cardoso, que recebeu, no Palácio do Planalto, a equipe pentacampeã mundial. Na oportunidade, para os que não lembram, ocorreu a fatídica cambalhota do Vampeta. Em 2010, Lula teve um encontro com o grupo de jogadores que disputariam a Copa do Mundo, na África do Sul. Em 2013, foi a vez de Dilma receber os jogadores e mandatários da CBF, em Brasília.

Político não é atleta

Neste ano, o Corinthians conquistou o terceiro título do Campeonato Paulista consecutivo e, com isso, viveu a alegria da cerimônia de premiação. Contudo, os atletas da equipe ficaram nada satisfeitos não só com a presença, mas com a ousadia do deputado estadual Caue Macris, que chegou a erguer o troféu junto com o grupo e até sair com uma medalha no peito.

No ano passado, o Palmeiras, time de Jair Bolsonaro, foi campeão Brasileiro. É claro que, nada mais justo que o recém-eleito Presidente do Brasil deveria erguer a taça, não é? Ele deve ter participado muito da temporada do título, afinal, foi convidado pela própria diretoria do clube para participar da cerimônia.


Guilherme Rossini

Comments

SEE ALSO ...