Colunistas

O canto do sabiá

A terra dá sua resposta à mão do homem. Se a mão for benevolente, tudo florescerá, tudo nascerá


Ao lado do prédio onde moro, há uma enorme jabuticabeira e um pé de ameixa amarelinha, ambos carregados. Estas duas árvores abrigam ninhos de sabiás. Quando o dia desponta, lá estão eles cantando e assim seguem quase até o entardecer. A sinfonia dos sabiás me parece triste, pois lembra um momento muito difícil pelo qual passei em novembro de 2005. No entanto, se prestarmos bem atenção, não é bem assim. Ela é harmoniosa, delicada, seus sons remetem a fragmentos de esperança e de um suave bailar.

Amigo leitor, o sabiá, através do seu canto, anuncia que a primavera está chegando e, com ela, os aromas e as cores da natureza. A terra dá sua resposta à mão do homem. Se a mão for benevolente, tudo florescerá, tudo nascerá, crescerá e, com certeza, engrandecerá os caminhos pelos quais por ventura tivermos que passar.

Deus, em Sua essência maior, foi de uma sabedoria infinita ao criar os matizes da natureza. Às vezes ficamos extasiados ao contemplar as belezas que nos rodeiam. São detalhes tão aprimorados que é impossível não agradecer ao Criador deste universo.

Sabemos também que, mesmo com todas essas maravilhas, existe a mão que corta, queima, estraga, depreda... Existem aqueles que, pela má educação ou falta de informação, não conseguem enxergar as belezas, pois sua própria vida já é em preto e branco. O canto dos sabiás, não escutam. Nada os comove, tudo atrapalha, a falta de amor é evidente, pois ninguém nunca se mostrou amoroso, delicado e sua vida só foi preenchida com a violência. Por isto se criou um vazio, onde nada se sente, vê, acredita. A vida é um tanto faz.

Caro leitor, já está anoitecendo e "a majestade o sabiá" continua sua canção. Parece que sabe que estou tentando decifrar o seu canto ou o seu clamor agudo, estridente, mas que nos toca, pois, assim como ele, também temos nossos sons, nossos cantos pela e para a vida. Mas nela nunca desafinaremos, se seguirmos os ensinamentos do Grande Mestre, Jesus Cristo. Ele andou por estes caminhos espalhando Sua melodia a quem quisesse ouvir e seguir. E hoje estamos aqui, usufruindo das belezas das obras do Grande Pai, Deus. Por isto, sejamos gratos e vamos preservar tudo o que recebemos de graça, para que as novas gerações um dia nos agradeçam pelas nossas benfeitorias.


Paz e bem
Homenageio, hoje, minhas sempre amigas Albertina Coutinho e Daicí Pulita, que aniversariam amanhã. Meu fraternal abraço à Andréia e uma oração especial ao meu ex-aluno Vinícius.

 


Nara Knaack

Comments

SEE ALSO ...