Colunistas

O nosso envelhecer

Créditos: Nara T. Knaack

Sei que já falei bastante sobre este assunto. Mas hoje, lendo uma postagem e ouvindo a música, pensei que realmente não é tão chato envelhecer, desde que tenhamos noção de todas as nossas mudanças.Sei que já falei bastante sobre este assunto. Mas hoje, lendo uma postagem e ouvindo a música, pensei que realmente não é tão chato envelhecer, desde que tenhamos noção de todas as nossas mudanças.

Amigo leitor, ao envelhecer, nos cobramos muito. Nos olhamos no espelho e vemos nossa flacidez, as rugas, estrias, celulite, as pálpebras caídas e pensamos: como mudar isto? Lembramos dos áureos tempos em que tudo estava no seu devido lugar, da nossa energia... Nessa época, podíamos passar a noite acordados que no outro dia, apesar do cansaço, tudo era suportável. Hoje perdemos o pique, cansamos facilmente, nossas "juntas" (articulações) sofrem ao subir morros, escadas... As coisas, em seu todo, nos mostram mais dificuldades. No entanto, fizemos o possível para nos manter em pé.

Sabemos que existem muitas alternativas que podem mudar as nossas marcas da vida. No entanto, as notícias nos revelam os riscos que corremos quando não sabendo escolher bem os profissionais.Dia desses, conversando com meu neto João Pedro, tirei meus óculos e me olhei no espelho. Então, brincando, comecei a falar: "Esta é a ruga dos 40, dos 45 até chegar na ruga dos meus 66 anos." Estiquei meu rosto e perguntei: "Assim a vó fica melhor?" Ele rapidamente respondeu: "Horrível! Não adianta mudar nada vó Nara. Os anos ficam os mesmos, ninguém perde o tempo que já passou!" Não queria acreditar que esta resposta viera de um menino de apenas 7 anos. E hoje, vendo minhas postagens, está escrito o que devemos fazer: "Curtir todas as rugas do rosto que a idade, sem vaidade, nos trouxe; ver o corpo transforma-se numa escultura, pois o tempo apaixonado é um escultor!"

Caro leitor, quando jovens, éramos audazes, valentes; queríamos a liberdade; achávamos que podíamos modificar o mundo e que nossos pais eram velhos - isto que hoje seriam mais novos que nós! Ao lembrar de alguns de nossos atos, sentimos até remorso. E também, quando pensamos nos tempos de agora, muitas vezes pensamos que certas coisas não fazem mais parte do nosso tempo, pois nos achamos "fora da casinha" ou os outros imaginam assim. No entanto, hoje eu li que "a idade não é culpa e velhice não é desculpa!" Então, vamos lá, cada um em seu tempo, curtir o que a vida está oferecendo, mas sempre lembrando que nunca devemos ultrapassar nossos limites, tampouco os do outros. Devemos, sim, cada um em sua época, olharmos no espelho, desejando que ele sempre possa nos mostrar a justiça, a fé, a dignidade e o amor.


Paz e bem a todos
Homenageio, hoje, amigas e aniversariantes da semana: dia 15, quarta-feira, Neca Thomé e Maria Cristina Diel; dia 16, quinta-feira, Neusa Daltoé, de Estrela, e Lidoni Toigo; dia 17, sexta-feira, a prima Sheila S. Araújo; e no sábado, a minha afilhada Danúsia Corbellini. Abraço a todas!


Nara Knaack

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