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O segredo da vida


"Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância."
Sócrates

A prática médica faz com que penetremos nos mistérios e segredos mais profundos de uma pessoa. Por vezes, o sofrimento ou a proximidade da morte faz com que portas há décadas trancadas se abram e emoções fortemente reprimidas aflorem.
Outras vezes é o arrependimento que vem rondar aqueles que sempre adiaram as satisfações ou deixaram para aproveitar na velhice ou na aposentadoria e, de repente, são pegos de surpresa e conduzidos para o barco de Caronte.
Apesar de a morte ser a única certeza que temos na vida, não são poucos os que vivem como se ela não existisse e vivem preferindo não pensar no assunto.
Como a finitude é uma realidade, a religião e a filosofia acabam sendo os grandes conselheiros da humanidade nesse quesito. Algumas prometendo vida eterna enquanto outras sugerem aproveitar tudo em vida e na Terra.
Eu não tenho receitas e procurei sempre encontrar um meio termo entre as satisfações e as obrigações e confesso que vivo com a alma relativamente tranquila, enquanto espero o encontro com o grande desconhecido.
Só que dia desses encontrei um conjunto de conselhos chamado "as sete regras da vida" e confesso que o achei bem adequado e, por isso, resolvi partilhar com os leitores nessa época de emoções à flor da pele:
A primeira regra é fazer as pazes com o passado. Muitos de nós têm histórias difíceis e de, todas elas, as mais fáceis de resolver são as privações econômicas. Os maiores problemas estão nos abusos físicos e psicológicos da infância, mas mesmo esses são passíveis de superação, normalmente com a ajuda de profissionais. O importante é superar e deixar no passado tudo que possa atrapalhar o presente. Uma das grandes lições das religiões e que se aplica bem a esse caso é aprender a perdoar.
A segunda regra consiste em finalmente entender que a opinião dos outros não importa. Ninguém conhece toda a sua história e nem suas motivações profundas, então toda opinião no fundo é parcial e fragmentada. Viva sua vida como se ninguém estivesse olhando.
Só assim se poderá entender a terceira regra, aquela que diz que o tempo cura quase tudo. Pense em dificuldades que pareciam intransponíveis anos atrás e perceba como o tempo se encarrega de amenizar ou apagar mesmo as piores dores e lembranças.
Afinal, diz a quarta regra, ninguém é responsável pela sua felicidade além de você mesmo. Embora pareça uma daquelas leis da vida óbvias por demais é incrível o número de pessoas que teima em botar o destino e a felicidade nas mãos de terceiros. Só que ninguém tem a chave da felicidade além de você mesmo.
A quinta regra nos ensina que não devemos comparar nossa vida com a dos outros. Cada um de nós tem uma história rica e única e podem ter certeza que há bilionários com vidas pessoais miseráveis e miseráveis com vidas pessoais riquíssimas.
"Pare de pensar demais", ensina a sexta regra. Ela não complementa, mas poderia dizer: e permita-se sentir. No cérebro humano, as áreas emocionais são muito mais antigas que as áreas racionais. Nunca devemos esquecer que no fundo somos mamíferos límbicos, precisamos de afeto para nos sentir bem.
E, finalmente, diz a sétima regra: sorria! Simplesmente porque sorrir faz com que o mundo sorria de volta para nós e torna tudo mais fácil. Tenho um grande amigo que, na adolescência, viajou o mundo de mochilas e sempre repetia que, quando não sabia a língua local ou o quê fazer, ele sorria e normalmente as portas se abriam.
Experimente sorrir e veja como realmente o mundo melhora se você sorrir!


Marcos Frank

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