Colunistas

Será que todos estavam errados?

Lauro Baum


Antes de seguir preciso parabenizar a direção e demais integrantes do Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) pela passagem da 19ª Convenção. Uma passagem que fica pelo exemplo dos palestrantes e sua incrível sintonia quando o tema tem espaço para tanta variabilidade. Tema e ocasião nem poderiam ser mais indicados, pois, a sociedade e seus negócios vivem a informática. Antes de seguir preciso parabenizar a direção e demais integrantes do Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) pela passagem da 19ª Convenção.

Uma passagem que fica pelo exemplo dos palestrantes e sua incrível sintonia quando o tema tem espaço para tanta variabilidade. Tema e ocasião nem poderiam ser mais indicados, pois, a sociedade e seus negócios vivem a informática. Nem todos estavam errados e é justamente a tecnologia que comprova isso. Lembro muito bem quando tentavam induzir a ideia que, em breve, negócio virtual seria a única alternativa.

Que os menos informatizados estariam de toda forma fora do conceito econômico. Que as lojas físicas seriam engolidas pelo mundo digital. Tudo bem, toda vez que alguém vem para vender um produto novo, precisa causar impacto, porém, se foi esse o motivo para alguns anúncios, é hora de mudar o conceito. A ideia está tão equivocada que, de acordo com os palestrantes, além do que se percebe quando viaja pela internet é que cada vez mais as lojas virtuais potencializam suas próprias lojas físicas. Ou seja, na contramão dos anúncios anteriores. A humanidade é movida pela criação e inovação. Damos novas formas às coisas na medida em que já não sustentam mais as necessidades ou obsessões.

É bem provável que foi essa evolução que fez o ser humano erguer os membros dianteiros do chão até completar o salto que o levou ao universo. Essa mesma evolução criou, sim, o mundo virtual que permite que façamos compras de qualquer região do planeta sem sair de casa. E olha que a promessa é de que muitas novidades ainda estão por vir. Mas, já sabemos que a pessoa não será descartada. É necessário sim, constante adaptação para lidar com a tecnologia sem que para isso precisamos nos robotizar.  A tendência é que toda a tecnologia vem para agilizar e facilitar a vida das pessoas. Mas, ela também pode acomodar. E é justamente aí que está o grande risco, pois, muitas pessoas querem resolver o mundo à base de alguns cliques e acabam esquecendo-se do que já foi o mais essencial para que a tecnologia chegasse onde está que é a criatividade.

Quando a criança após os primeiros meses de vida ou nos anos iniciais vem com suas novidades, os pais se enchem de orgulho. Quando dou um giro à minha infância lembro que com alguma tábua, um pedaço de pau e mais algumas ferramentas do pai fabricávamos os mais "poderosos instrumentos", diga-se brinquedos com esbanjo de contentamento. Hoje, a tecnologia traz todos os brinquedos prontos para que as crianças brinquem isso e pronto, pois, a modelagem é para determinada finalidade.

A criatividade já não tem mais espaço. Lembro-me de uma recente mensagem no whatsapp onde uma mãe de outrora no final do dia chama os filhos para dentro de casa, enquanto que a mãe de hoje, na mesma porta convida os filhos para saírem da frente da tela. Quando surgem as novas doenças e síndromes, questiona-se os por quês?  O importante do universo é saber olhar horizontalmente para o mundo que nos rodeia. Ser criativo para dar sentido à tecnologia. Filtrar para evitar as tentações das armadilhas. Enfim, fazer bem feito para garantir o espaço, pois, essa mesma tecnologia mostra que no final, tudo depende do bom e atento ser humano.


Lauro Baum

Comments

SEE ALSO ...