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Velha anedota!

Paulo Gregory Advogado


Minha Vó Aurora, que se foi há trinta e picos de anos me ensinou este soneto do Artur de Azevedo, Velha anedota:
Tertuliano, frívolo peralta,
Que foi um paspalhão desde fedelho
Tipo incapaz de ouvir um bom conselho,
Tipo que, morto não faria falta;

Lá um dia deixou de andar à malta,
E, indo à casa do pai, honrado velho,
A sós na sala, diante do espelho,
À própria imagem disse em voz bem alta:

- Tertuliano, és um rapaz formoso!
És simpático, és rico, és talentoso!
Que mais no mundo te faz preciso?-

Penetrando na sala, o pai sisudo,
Que por trás da cortina ouvira tudo,
Severamente respondeu: - JUÍZO.-
Minha Vó Aurora, sempre me dizia este soneto, quando na adolescência, vinha com um argumento "me achando", e complementava com a pergunta: por acaso queres ser um Tertuliano?
Pois, atualmente os pais, ao invés de mandarem os filhos criarem juízo, oferecem brinquedinhos do tipo, roupas de embaixador, livrinho do amigo do rei, manual de como fazer hambúrguer e para os mais astutos, Maquiavel!
Boa Semana!

O abraço vai para o Braguinha que fazia muito tempo que não via!


Paulo Gregory

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