Colunistas

Um arquivo pelo Brasil

Lauro Baum Administrador em Agronegócio


Cooperar é desenvolver em conjunto. É participar para somar e multiplicar. Foi numa dessas que no início da semana tive a oportunidade de participar de um evento organizado pela Cooperativa Sicredi RS/MG que trouxe para Lajeado o jornalista, repórter, apresentador e colunista, enfim, inúmeras palavras que casam com uma só pessoa, Alexandre Garcia. E por esta feita parabenizo a organização desta Cooperativa pela qualidade do evento. Mas, como o cotidiano por vezes pode nos levar a referenciar uma pessoa, hoje, quem realmente parabenizo é esse Alexandre. A sua motivação e influência desde a infância e a persistência pela constante busca do aperfeiçoamento não permitiram que se despisse de sua simplicidade. Muito pelo contrário, fez dele uma espécie de coletânea de arquivos que circula pelo país.
Veio para Lajeado simplesmente para falar do Brasil. E de fato o fez com minuciosos detalhes que somente um minucioso arquivo possui. Como colunista em centenas de jornais pelo país, é quase inimaginável que alguém nunca tenho se valido de seus ditados para alguma referência, exemplo ou controvérsia que fosse. Afinal, da discórdia também vem uma aula, às vezes até de graça.
Todo seu gabarito traz um conteúdo de inspiração. Também pudera. Com quase 80 anos de vida, 70 anos são de domínio sobre o microfone. Com a influência familiar, fez sua estreia aos sete anos como ator infantil na rádio. Como ele mesmo diz, é do tempo em que participar de um trabalho não dava multa. Aos 15 anos trabalhava na Rádio Independente de Lajeado. Sempre alçou novos voos tanto na carreira como nas classes escolares. Ser porta-voz de presidente da República em período de ditadura militar é quase uma miragem para qualquer cidadão. Porém, foi realidade para Alexandre.
Apesar de que veio para falar do Brasil, seu conteúdo deixa escapar por repetidas vezes a tendência político partidária. Em meio a tantas turbulências isso é apenas comum para todo um brasileiro que tem amor à sua pátria e quer que o país retome o caminho da prosperidade.
Mas, como cidadãos não precisamos ser nenhum Alexandre Garcia que cobriu desde guerras até a promulgação da constituinte de 1988. Mas que, como patriotas sejamos "Alexandre, o Grande" seja no exercício da cidadania, seja no almejo de que todo e qualquer tipo de deslealdade nesse país fique banida e seus atores enfrentem o rigor da lei. Que haja acesso aos meios de educação para que o conhecimento armazenado torne a sociedade resiliente para administrar as adversidade com argumentos sólidos e verdadeiros. Surgiu na década de 1940 o ditado de que "O Brasil é o país do futuro". Se praticamos o futuro em nossas atividades a partir do trabalho sério, honesto e competente, não é possível que continuem se registrando episódios negativos e de modo tão exuberante a pensar que a tecnologia investigativa e jurídica não pertencessem ao cotidiano, quando do contrário, pertencem e atuam com muita propriedade.

 


Lauro Baum

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