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O Brasil em 11 frases

Dilma Rousseff e Michel Temer nada acrescentaram em frases a não ser no anedotário brasileiro


Nosso país foi encontrado por navegadores portugueses que desde muito tempo, antes de 1500, desconfiavam da existência de terras no ocidente. Com a chegada à Bahia das naus de Pedro Alvares Cabral nasceu também a lenda de um país de riquezas infinitas, graças aos exageros do escriba oficial Pero Vaz de Caminha:
"A terra é de tal maneira graciosa e fértil que, em se querendo, dar-se-á nela tudo."

Como os portugueses não eram muito dados ao trabalho braçal usaram mão de obra escrava. Primeiro dos índios e depois dos negros para explorar a jovem nação. Com isso foi se formando uma sociedade de brancos no comando e índios, pardos e mulatos fazendo o trabalho duro como bem viu o nosso boca do inferno, Gregório de Matos:
"A cada canto um grande conselheiro, que nos quer governar cabana, e vinha, não sabem governar sua cozinha, e podem governar o mundo inteiro. Em cada porta um frequentado olheiro, que a vida do vizinho, e da vizinha pesquisa, escuta, espreita, e esquadrinha, para a levar à Praça, e ao Terreiro."

Os anos passaram e a sociedade local foi crescendo e alimentando desejos de independência. Mas, em 1820, os portugueses rebelados na cidade do Porto exigiram a volta da família real para Portugal bem como o restabelecimento da exclusividade do Brasil só negociar com Portugal.

Dom João VI voltou, mas deixou seu filho Pedro como regente, mesmo assim Lisboa pressionava pela sua volta e decretou o fim da regência. Foi esse fato que desencadeou o dia do fico:
"Como é para o bem do povo e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico."

Em 7 de setembro do mesmo ano, o herdeiro de D. João VI proferiu outra famosa frase:
"Independência ou Morte!"

Anos mais tarde afastaríamos o Pedro pai e ficaríamos com Pedro filho, também chamado de Pedro II do Brasil. Ele foi um homem culto e tolerante, mas conviveu até o último momento com o estigma da escravidão negra:
"A emancipação dos escravos, consequência necessária da abolição do tráfico [negreiro], não é senão uma questão de forma e de oportunidade."

Pedro II se foi e veio meio sem querer a República através do Marechal Deodoro da Fonseca que havia se preparado a vida inteira para a guerra, mas não para a paz. Inábil para a politica teve Rui Barbosa como seu ministro da Fazenda e este retratou bem esse período:
"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto."

Foi assim que passamos pela República da Espada e depois pela República do Café com Leite para entrarmos nos anos Vargas, que se tornou presidente após depor Washington Luís. Com mão de ferro ele governou o Brasil por quase 20 anos até suicidar-se com um tiro no peito, após intensa pressão para renunciar:
"Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história."

Os anos passaram e vieram JK, Jânio, Jango e finalmente os militares que tomaram o poder, em 1964. Em seu discurso de posse Castelo Branco identificou quem considerava a causa dos males do Brasil:
"Caminharemos para a frente, com a segurança de que o remédio para os malefícios da extrema esquerda não será o nascimento de uma direita reacionária, mas o das reformas que se fizerem necessárias..."

Vinte anos depois foram embora os militares e voltaram os civis. Tragicamente o presidente eleito Tancredo Neves adoeceu na véspera de tomar posse e acabou falecendo. Sarney o substituiu:
"Então, como foi? O Sarney tomou posse? Correu tudo bem?" (Dia 15 de março de 1985, ao sair da anestesia da primeira cirurgia).

Sarney teve seus fiscais e após Collor caçou marajás. Logo depois tivemos um presidente cujo nome virou sigla, FHC:
"O neoliberalismo aqui nunca teve chance. Este é um país muito pobre, e o Estado sempre terá papel importante na redução das diferenças sociais."

Apesar de ter iniciado muitos programas sociais, Lula que viria após FHC é que acabaria sendo reconhecido, depois de Vargas, como o novo pai dos pobres:
"A luta pela justiça social é o divisor de águas do desenvolvimento brasileiro do século 21. É a campanha do petróleo da nossa geração. Agora, uma nova causa se impõe, tão desafiadora quanto a campanha dos anos 50."

Dilma Rousseff e Michel Temer nada acrescentaram em frases a não ser no anedotário brasileiro. Vamos esperar e votar torcendo para que alguém acerte o tom!

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