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Coluna do Deraldo


Áudio ilegal

No dia 17 de março de 2016, o então juiz Sergio Moro, daria o golpe fatal no governo petista ao vazar áudio ilegal com um diálogo entre o ex-presidente Lula e Dilma Rousseff, na época no exercício da presidência da República.

Resguardo das comunicações

Ao justificar a ação que impediu Lula de ser ministro, Sergio Moro escreveu no despacho: "Ademais, nem mesmo o supremo mandatário da República tem o privilégio absoluto no resguardo de suas comunicações".

Garantia de sigilo

Na ocasião, o então ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF repreendeu o juiz Moro, sob o argumento de que o ato "comprometeu o direito fundamental à garantia de sigilo que tem assento constitucional".

Interesse público

O juiz Sergio Moro rebateu a reprimenda do ministro Teori Zavascki, dizendo que a divulgação dos áudios obedecia a Constituição, por causa do princípio da "publicidade e do interesse público do teor do material".

Diálogo em si

Em entrevista ao Programa do Bial, exibida no dia 9 de abril passado, Moro voltou a defender o vazamento ilegal do áudio: "O problema não era a captação do áudio e a divulgação do diálogo, mas era o diálogo em si".

Validação da tese

A validação de Moro da tese no STF reafirmada posteriormente deu a senha para que o atual vazamento das conversas entre ele e o procurador Deltan Dallagnol possa ser usado para incriminá-lo e para anular processos da Lava Jato.

Interesse público

Se Sergio Moro imaginasse que seria pego na arapuca que ele próprio armou sobre vazamentos ilegais, é possível que jamais fizesse a defesa de que a publicização e interesse público se sobrepõem à norma constitucional.

Atos criminosos

O que se vê no estágio atual é uma autoridade acuada tentando mudar a narrativa sustentada até recentemente. Agora, os vazamentos não são mais de interesse público, mas atos criminosos atentando contas as instituições. 

Criminalizar o jornalismo

Criminalizar o jornalista é próprio de quem é pego em malfeitos. Mas afinal, o crime é de quem denúncia ou do criminoso? Se o material reportado tem base e sustentação não há porquê sonegar ao público.

Jornalismo e publicidade

O escritor, ensaísta, jornalista e político inglês, nascido na Índia, George Orwell, criou a célebre definição: "Jornalismo é publicar tudo aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade".

Recanto do encontro

 Um agradecimento especial a toda equipe do OZ Beer House pela acolhida de amigos e familiares para um domingo de confraternização. O lugar é aprazível com vista para o Rio Taquari, patrimônio ambiental do Vale.

 


Deraldo Goulart

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