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A educação não foi o motivo, foi o pretexto

Douglas Sandri [email protected]


Como comentei na semana passada as manifestações a favor das pautas do governo federal, não poderia deixar de abordar os protestos contrários ao contingenciamento no Ministério da Educação (MEC).

Quando a presidente do PT, a deputada Gleisi Hoffmann, disse que "Lula Livre e educação são pautas inseparáveis", ficou cristalino que os protestos tinham caráter e finalidade políticos. A teoria da escolha pública, reverenciada por liberais, ensina que os políticos tendem a, primeiro, buscar o que é melhor para si - a reeleição - e, depois, quando possível, o que é melhor para a população em geral.

É por esta razão que é preciso tirar o Estado e a política de dentro das universidades. O MEC poderia ter deixado a carga ideológica de lado e, antes do anúncio do contingenciamento, ter apresentado um projeto de educação para o Brasil menos estatal e com mais liberdade, com menos ideologia e mais resultado. É preciso quebrar a hegemonia do pensamento dominante e romper com a máxima impossível da "educação pública e de qualidade". Poderíamos seguir o exemplo de como são geridas instituições de grande renome em todo o mundo - e a nossa Universidade do Vale do Taquari (Univates) -, por meio de organizações de direito privado sem fins lucrativos. Passou da hora da inauguração de um grande plano de desestatização da educação, em todos os níveis, representando uma inovação tal qual a capitalização está para a Previdência.

Quando vemos que o orçamento/aluno global da Univates é de algo como 40% em relação ao da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e isso não é exceção, vemos que a educação estatal custa muito e entrega pouco, ainda mais se considerarmos nosso gargalo na educação básica. Precisamos avançar no modelo. Esta é a solução tão necessária para o Ensino Superior, mas também para o ensino básico nos municípios e o ensino médio aqui no Rio Grande do Sul.

 


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