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O otimismo dos que torcem pelo Brasil

Douglas Sandri [email protected]


Apesar de a saída da mais profunda crise econômica da nossa história acontecer muito mais lentamente do que quem produz gostaria, nosso país avançou muito no primeiro semestre. Os indicadores econômicos apontam perspectivas de melhoras, que devem ser confirmadas após a aprovação das principais reformas. Um novo ordenamento institucional estabeleceu-se com as novas posições assumidas por Executivo Federal e Parlamento.
O Congresso Federal assumiu seu protagonismo em seu ápice ao ser aprovada a reforma da previdência na Câmara dos Deputados com maioria estrondosa nos dois turnos. Trata-se de um avanço institucional importante. Reformas nas pensões são sempre tidas como impopulares, em qualquer país do mundo. No Brasil atual, o que se viu foram manifestações de rua em apoio aos domingos, pressão nas redes sociais e comemoração dos parlamentares no dia da votação, feita em horário nobre da televisão e redes sociais. Votaram a favor 75% dos deputados.
Enquanto o governo revisou Normas Regulamentadoras (NR) que dificultam a vida de quem quer trabalhar e empreender, anunciou mudanças no eSocial, teve diversas iniciativas para desburocratização, conseguiu liderar o maior acordo comercial do mundo, entre os blocos do Mercosul e União Europeia. Enquanto o bloco sul americano trata com Canadá, Japão e Coreia do Sul, o Brasil já negocia oficialmente acordo com os EUA.
No turismo, vocação natural brasileira, a abertura do mercado aéreo para empresas internacionais trará resultados, assim como já trouxe a dispensa de visto para americanos, australianos, japoneses e canadenses, que aumentaram a circulação dos mesmos nos nossos principais atrativos. O maior programa de concessão de infraestrutura do mundo, que foi acelerado pelo Ministério da Infraestrutura, está modernizando nossas estradas, portos e aeroportos com a entrada da iniciativa privada.
Para quem torce pelo Brasil, há motivos para otimismo com o caminho que está sendo trilhado, com o novo molde que nossas instituições estão tomando.


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