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Mediação familiar - Um caminho promissor

A realidade vivenciada pelas famílias de hoje, em especial quando envolve crianças nos processos de divórcios, impõe múltiplas preocupações, levando-se a questionar qual o lugar da criança...


A realidade vivenciada pelas famílias de hoje, em especial quando envolve crianças nos processos de divórcios, impõe múltiplas preocupações, levando-se a questionar qual o lugar da criança na desconstituição do vínculo conjugal e qual o papel e missão dos pais em relação aos filhos no âmbito deste desajustamento das suas vidas.

Em primeiro lugar, é imperioso dizer que a separação não é o fim, mas um novo recomeço. Contudo, em muitos casos envolve elevada litigiosidade, mágoas e ressentimentos, o que é absolutamente natural, como resultado do fim de um ciclo de vida. Associado a essas mágoas, vem, por vezes, o sentimento de perda, de posse ou de vingança (o que desemboca nas tragédias que assistimos diariamente nos noticiários jornalísticos), desempenhando as crianças a peça central deste intricado jogo de xadrez. É preciso evitar e prevenir.

Para tanto, é fundamental a mediação judicial para devolver, minimamente, a estas famílias a paz e a harmonia perdidas, e assegurar às crianças o equilíbrio emocional e familiar. Isto, porque para o saudável desenvolvimento da personalidade da criança é de suma importância se sentir acolhida, integrada e amada pela sua família, e passe a possuir uma ampla de rede de conexões familiares saudáveis, propiciando-lhe um desenvolvimento integral.

Essas, em síntese, foram as razões que levaram a Vara de Família da Comarca de Lajeado, abrangendo também a Comarca de Estrela, a qual encampou a ideia por obra de suas Magistradas, a desenvolver o programa interdisciplinar denominado Oficina de Pais e Filhos, ministrado mensalmente por mediadores capacitados e multiprofissionais, visando oferecer oportunidade para as pessoas que buscam a Justiça, nela encontrem apoio e se transformem nos verdadeiros protagonistas da solução de seus próprios conflitos.

De resto, cumpre informar que tal programa, mercê de sua excelência, mereceu certificação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), como uma das boas práticas levadas a efeito pelo Judiciário brasileiro.

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