Economia

Inflação no ano é de 2,5%, o menor resultado acumulado desde 1998

Resultado também é bem abaixo dos 5,97% em igual período do ano passado


- Lidiane Mallmann/arquivo O Informativo do Vale

Brasília - A inflação - medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - voltou a desacelerar, fechando novembro em 0,28%, resultado 0,14 ponto percentual abaixo do 0,42% registrado em outubro. Com isso, no acumulado - janeiro a novembro - a inflação chegou a 2,5%, o menor resultado acumulado nos primeiros 11 meses desde 1998, quando a taxa ficou em 1,32%. É também um resultado bem abaixo dos 5,97% em igual período de 2016.

Os dados do IPCA - a inflação oficial do país - foram divulgados nesta sexta-feira (8), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Assim, a inflação acumulada de janeiro a novembro ficou em 2,5%. Já o resultado acumulado nos últimos 12 meses ficou em 2,8%, superando os 2,7% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro do ano passado, o IPCA foi de 0,18%.

Alimentos têm deflação
Apesar da desaceleração entre outubro e novembro deste ano, o IBGE apurou que apenas os grupos Alimentação e Bebidas, com deflação de 0,38%, e Artigos de Residência, com inflação negativa de 0,45%, fecharam novembro com preços em queda.


Entre os demais grupos, os que mais pressionaram a taxa para cima foram Habitação, que, ao subir de 1,27% em relação a outubro, contribuiu com 0,2 ponto percentual de impacto para a taxa global; e Transportes, que, com a alta de 0,52%, respondeu por 0,09 ponto percentual na taxa de novembro.

Os preços dos produtos alimentícios, que respondem por 25% das despesas das famílias, continuam sendo decisivos para as seguidas quedas nas taxas de inflação e encerraram novembro com os custos menores pelo sétimo mês consecutivo.

Influenciados pela excelente safra de grãos, a maior da história, os preços dos alimentos caíram - na passagem de outubro para novembro - 0,14 ponto percentual, passando de 0,42% para 0,28%, com 13 dos 16 subgrupos apresentando redução de preços. As principais quedas foram verificadas em cereais, leguminosas e oleaginosas, com deflação de 2,71%, farinhas e massas e açúcar e derivados (-2,11%) e frutas (-2,09), respectivamente.

Nos últimos 12 meses, a variação acumulada do grupo alimentos é negativa em 2,32% e, no ano, a deflação está em 2,4%, a menor desde a implantação do Plano Real em 1994.

Já Habitação, com variação de 1,27% e impacto de 0,2 ponto percentual na taxa global, foi o grupo de maior impacto, uma vez que a energia elétrica, ao subir em média 4,21%, contribuiu com 0,15 ponto percentual para a variação positiva do mês. O preço do gás de botijão subiu 1,57%, mais uma vez influenciado pelo reajuste nas refinarias de, em média, 4,5% no gás de cozinha vendido em botijões de 13kg.

Inflação em Goiânia é a maior do país
Entre as 13 regiões do país envolvidas na pesquisa, cinco encerraram novembro com taxas maiores que a média nacional de 0,28%, com destaque para Goiânia que registrou a maior inflação do país, com alta de 0,96%, seguida de São Paulo (0,58%), Porto Alegre (0,55%), Campo Grande (0,5%) e Brasília 0,46%.


Outras oito capitais fecharam com taxas menores do que média global de 0,28%. No Rio de Janeiro e no Recife, o IPCA fechou em 0,26% e, em Belém, em 0,05%.

Outras cinco regiões tiveram inflação negativa, com as taxas variando entre -0,03% de Vitória e -0,26% de Salvador - que ficou com a menor inflação do país e um resultado 0,54 ponto percentual menor que a média nacional de 0,28%.

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