Economia

Planta de Lajeado da BRF está na lista da Arábia Saudita

Empresa espera retomar patamar de embarques em três meses

Créditos: Da redação
Lajeado tem volume de aproximadamente 6,5 mil toneladas/mês de exportação para o país - arquivo

Lajeado - A planta de Lajeado da BRF está entre as que sofreram embargo da Arábia Saudita e deixará de exportar carne de frango àquele país. Ontem, a empresa emitiu uma nota oficial comunicando seus acionistas e ao mercado em geral que, no último dia 22, tomou conhecimento da nota oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) acerca do relatório publicado pelo serviço sanitário da Arábia Saudita habilitando 25 estabelecimentos brasileiros como exportadores de carne de frango para aquele país.

A nota diz que entre as repercussões para a BRF em decorrência do evento estão: a companhia passou a ter oito dentre as 25 plantas habilitadas para exportação de carne de frango para a Arábia Saudita; das plantas que a BRF exportava regularmente, uma delas, Lajeado, não consta da nova lista; e as oito plantas habilitadas possuem capacidade suficiente de atendimento da demanda daquele mercado. O impacto para a BRF se restringe às exportações da planta de Lajeado, que vinha operando com um volume de aproximadamente 6,5 mil toneladas/mês de exportação para a Arábia Saudita.

A companhia informa que já iniciou os ajustes necessários em sua cadeia produtiva e estima que, em no máximo três meses, retomará o mesmo patamar de embarques para a Arábia Saudita verificado antes do comunicado. "A perda de receita líquida não é material, visto que a estimativa da empresa é que poderá atingir no máximo 0,1% da receita líquida auferida nos últimos 12 meses encerrados em setembro de 2018, ou R$ 45 milhões nesse período de três meses."

Na terça-feira, por meio de nota do Ministério da Agricultura, foi informado que a Arábia Saudita desabilitou cinco plantas frigoríficas exportadoras de carne de frango àquele país. Conforme a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Arábia Saudita mantém a autorização de exportação de 25 plantas. Atualmente, 58 são habilitadas pelo Ministério da Agricultura brasileiro a exportar, mas somente 30 destas embarcam produtos efetivamente. "O impacto, portanto, é sobre cinco plantas frigoríficas", diz nota oficial da ABPA.

As razões informadas para a não-autorização das demais plantas habilitadas decorrem de critérios técnicos. Planos de ação corretiva estão em implementação para a retomada das autorizações, informa o comunicado.

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