Esporte

Lajeadenses disputam Mundial de Ginástica de Trampolim

Falta de dinheiro coloca em risco viagem dos quatro atletas para São Petersburgo, na Rússia

Créditos: Guilherme Rossini
MENTOR: além de treinar equipe, Marcos Minoru é responsável pela maioria das ações de desenvolvimento

Lajeado - Na região onde, além do futebol, basquete e voleibol são modalidades tradicionais, quatro jovens de Lajeado revelam a força de outro esporte no Vale do Taquari. Amanda Henckes (18), Isadora Uhry (18), Igor Ouriques (14) e Gustavo Laureano (13), treinados pelo professor da Univates Marcos Minoru, conseguiram se classificar para o Campeonato Mundial de Ginástica de Trampolim. Será disputado entre os dias 15 e 18 de novembro, na Rússia. Os atletas têm o apoio da Univates, onde treinam diariamente, da Associação Desportiva e Cultural dos Vales (Adesva) e Imojel, empresa parceira. Mas encontram-se em dificuldades para viajar, por um motivo: a falta de dinheiro.

Entre as modalidades para as quais os atletas se classificaram, estão o trampolim, na categoria de 17 a 21 anos, com Amanda e Isadora. Já Igor e Gustavo disputarão no duplo mini-trampolim, com atletas entre 13 e 14 anos. Para Minoru, a intenção é que os jovens ganhem experiência. "Vamos até a Rússia para ficar entre os 30 melhores do mundo, acredito que seja um objetivo alcançável e um ótimo resultado." Isadora, que esteve no Mundial do ano passado, em Sófia, na Bulgária, explica as diferenças em competir lá fora. "É muito diferente a disputa. Desde os equipamentos, diferentes dos nossos, os quais temos que nos adaptar, até o nível dos competidores, além do nervosismo."

Os quatro, que treinam desde muito jovens com Minoru, que há dez anos ensina a modalidade na Univates, são o orgulho do técnico por um motivo: todos iniciaram com ele neste esporte, desde crianças. "Ainda me lembro deles chegando aqui, dando rolinho, estrelinha. Com dedicação e muito treinamento, chegaram a um altíssimo nível."

Gustavo Laureano: o caçula da turma, com somente 13 anos. Como sempre foi um jovem muito "energizado", como ele mesmo conta, seus pais o colocaram na natação e futebol, para gastar essa energia. No entanto, a verdadeira identificação veio na ginástica. Seu grande medo, desde que descobriu que estaria no Mundial, é como iria pagar a viagem. Mas a alegria e emoção pela conquista são maiores.

Amanda Henckes: hoje com 18 anos, a estudante de Educação Física da Univates começou a treinar como diversão. Mas quando percebeu seu potencial, procurou recursos para melhorar. Profissionais como nutricionista e fisioterapeuta a ajudam a manter o alto nível, além dos treinamentos diários. Uma de suas maiores motivações são os elogios dos atletas que tem como exemplo, nas competições de que participa.

Isadora Uhry: ano passado, aos 17 anos, a jovem disputou o Mundial em Sófia, na Bulgária. Por isso, é a mais experiente do grupo e dá dicas aos colegas. Como uma das primeiras alunas do programa coordenado por Marcos Minoru, ela começou no esporte por incentivo dos pais, devido a sua hiperatividade. Acabou gostando, se aplicando mais e mais, e esse Mundial é mais uma chance de consolidar seu nome no esporte do Brasil.

Igor Ouriques: com 14 anos, o menino vai a seu primeiro mundial. Seu início na modalidade foi permeado pelo preconceito dos amigos e colegas de aula. No entanto, com o destaque em cam­peonatos nacionais e as atuais conquistas, eles mudaram sua opinião pelo esporte. Ele faz questão de agradecer ao amigo Gustavo Laureano, que o ajudou muito a conquistar a vaga para o Mundial.

 

Dificuldades para a viagem

Quando souberam da classificação para o Mundial, os atletas e o treinador começaram a se organizar e pensar formas de arrecadar dinheiro. Entre as ações promovidas, está a venda de camisetas, canecas e alimentos. "A gente vem fazendo o que dá. Vendemos algumas coisas, promovemos eventos, pedimos ajuda. Quando não estou estudando ou treinando, principalmente nos finais de semana, estou trabalhando para juntar algum dinheiro para a viagem, pois o que falta irá sair do nosso bolso, ou de nossos pais", explica Amanda. Marcos Minoru conta que eles estudam formas para receber maior apoio em 2019. "Já estamos regularizando o Pró-Esporte, onde empresas poderão destinar dinheiro, abatendo impostos, o que vai incentivar as doações. No entanto, como eu faço tudo praticamente sozinho, há grande dificuldade, mas estamos conseguindo evoluir nisso também."

 

Ajude

Apesar de todos os esforços, os jovens e o treinador ainda precisam juntar R$ 10 mil, para custear passagens, hotel e alimentação, em uma das capitais mais caras do mundo. A estadia ocorre entre 9 e 18 de novembro, Além da venda de souvenirs, alimentos, eles também estão promovendo uma campanha virtual, a chamada "Vakinha", que aceita doações pelo link: https://goo.gl/wd2bcR. Além disso, você pode ajudar pelo (51) 98158-7291, com Marcos Minoru.

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