Esporte

Projeto Social do Ceat/Bira integra jovens de cinco escolas em atividade especial

Evento de socialização reuniu mais de 250 crianças e adolescentes no ginásio do Colégio Alberto Torres


- Lidiane Mallmann

Lajeado - Um dia repleto de atividades marcou o encontro de crianças e adolescentes que integram o projeto social do Ceat/Bira. Ao todo, mais de 250 jovens de cinco das oito escolas atendidas pela iniciativa participaram de programação voltada à socialização. A garotada da São Bento, Porto Novo, Universitário, Lauro Müller e Campestre jogaram basquete e puderam ter contato com atletas das equipes de competição, que ajudaram no evento como árbitros e treinadores. O evento, no ginásio do Colégio Evangélico Alberto Torres, também contou com almoço.

Para o coordenador do projeto social, Gustavo Lawisch, a iniciativa que começou há três meses já traz resultados. "Podemos notar um entrosamento grande dos alunos. Aos poucos eles, estão formando um vínculo forte, que é o que o esporte proporciona. A ideia é incluir uma base tática, a questão de regras, disciplina. Por enquanto o trabalho está bem lúdico e voltado à integração", sinaliza Lawisch.

As categorias de base do Ceat/Bira contam com a parceria da Prefeitura Municipal de Lajeado. São patrocinadores a Univates, Docile e Fruki. São apoiadores a Pizzaria Chef Leon, Grupo Scapini, Unimed, Vidraçaria Lajeadense, Ki-kão Lanches, Lojas Dullius, fisioterapeuta Felipe Graciola, Padaria Suíça, Elux Engenharia Elétrica e restaurantes Prâmios, Henicka, Tombado, Bom Gosto, Guth e Q'Delícia.

Profissional
Os pequenos atletas também tietaram o ex-atleta do Ceat/Bira Leonardo Waszkiewicz, o "Meia", pivô que jogou o último NBB pelo Cearense e atualmente tem contrato com o Minas Basquete para a próxima temporada. Segundo o jogador, o projeto social do clube teve importância fundamental na sua vida. "O basquete é meu bem maior, ao lado da família, fez toda a diferença na minha vida. Todos os ensinamentos, a cultura que adquiri, veio da modalidade, dos anos de convívio que tive no Ceat/Bira. Esse projeto que está sendo feito em Lajeado é muito importante para a vida de muitos atletas, mesmo o que não chegaram a jogar profissionalmente. O esporte te dá disciplina, companheirismo, educação. Jogar em grupo não é fácil e, por ser tão difícil, te traz muito conhecimento e competências que você leva para a vida."

Projeto para todos
Boa conduta, viver com regras, disciplina, cooperação, inclusão social, ocupação do tempo livre. Fatores que levam ao crescimento do projeto nas oito escolas atendidas. Da São Bento, Maike Eduardo da Silva e Raiony Gabriel de Oliveira, de 9 anos, acreditam que a prática do basquete é um momento de diversão, mas, acima de tudo, de conhecimento e descoberta. "Gostamos bastante. No projeto, conseguimos aprimorar nosso jogo e ouvir os conselhos do professor", afirma Raiony. Também da São Bento, o técnico Deivid Brizolla ressalta o compromisso social do projeto com essas crianças. "É uma iniciativa que faz a diferença no cotidiano delas. É muito bom saber que o trabalho desenvolvido é recompensado com boas notas no colégio, elogios dos pais. É uma troca onde todos saem ganhando." Já Alessandra Urnau (14) aposta que a modalidade aumente seu rendimento físico além de desenvolver a prática do esporte. "O basquete é o jogo que mais me identifiquei. Quando entrei tinha pouco jeito com a bola, mas hoje já consegui desenvolver bastante minha técnica", declara a jovem da escola do Campestre.

"O projeto contempla todos da comunidade. É aberto. Se o jovem ou criança quer praticar o esporte, mas não tem no seu bairro, aqui no Colégio Alberto Torres as portas estão abertas. Não há distinção de gênero nem condição física. O intuito do projeto é abraçar a todos que apostam no esporte como uma prática saudável do cotidiano", comenta o coordenador esportivo do Ceat/Bira, Clairton Wachholz, o "Xis".

Reconstrução pelas crianças
Uma retomada que passa diretamente pela formação dos jovens. Para Clairton Wachholz, o clube precisou se reinventar para voltar a crescer como entidade. "Depois da era do adulto, tivemos uma queda. Tinha chegado o momento de parar, pensar e reconstruir grande parte do trabalho. Esse mesmo projeto precisou se reinventar para ganhar uma sequência, para daí sim, estar como hoje, uma peça que agrega a esse novo momento vivo pelo clube", explica o dirigente.

Com um planejamento consolidado voltado as categorias de base, o Ceat/Bira aposta num crescimento gradual para retomar o elenco adulto. "Estamos com um time sub-20, um passo importante para que isso (basquete adulto) volte a ser real", resume "Xis".

 

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