Esporte

Temporada de conquistas na Motovelocidade

Herbert Pereira vai além dos títulos, bate recordes e já pensa na temporada de 2019 com a Charrua Racing

Créditos: Guilherme Rossini
VOANDO: Herbert Pereira melhorou desempenho após análises além da pista - O Chacal/divulgação

Vale do Taquari - Quando as pessoas têm alguma dificuldade na vida profissional ou pessoal, existem duas opções: mudar seu caminho e desistir daquilo ou trabalhar para melhorar no que se está tendo problemas. A segunda opção foi a escolhida pelo piloto de Motovelocidade da Charrua Racing, Herbert Pereira (22). Mesmo vencendo dois campeonatos nessa temporada, o piloto frisa que uma das coisas mais importantes foi o desempenho no Autódromo Internacional Dr. Nelson Luiz Barro, em Guaporé, que segundo ele era o que o fazia ter o pior desempenho. "Este ano eu trabalhei muito não só para ser o melhor entre todos, mas para ser o melhor que eu conseguisse, alcançando objetivos maiores. Um desses foi o autódromo de Guaporé, que era um lugar que eu sempre ia mal, então resolvi estudá-lo e treinar mais lá, e assim consegui um grande desempenho na pista em 2018."

O competidor ganhou pela quarta vez o Campeonato Gaúcho da categoria Superstreet, de 250 até 320cc, e conseguiu também o título da Copa Yamaha R3 pela terceira temporada consecutiva. No entanto, seu objetivo agora é disputar o Campeonato Brasileiro da modalidade, mas a sua participação em competições nacionais depende principalmente da obtenção de recursos financeiros. "São muitas coisas que preciso para disputar o Brasileiro, entre elas, o dinheiro é fundamental, pois tanto as viagens, como equipamentos, a moto, tudo acaba tendo um custo mais elevado, e preciso ter um planejamento para que isso ocorra", explica Pereira.

Mudança de mentalidade

Mesmo com todas as conquistas em anos anteriores, Herbert Pereira resolveu que essa seria uma temporada diferente, onde trabalharia novas coisas para o tornar um piloto melhor. Além da melhora do desempenho no autódromo de Guaporé, onde ele venceu todas as corridas no ano, também começou com as análises além da pista. "Eu nunca tinha parado para entender a moto. Estudar a nossa ferramenta de trabalho é fundamental e, além disso, comecei a observar os vídeos dos treinamentos. Essas imagens gravadas, a partir de uma câmera de ação acoplada à moto, me fez perceber os detalhes das pistas e conseguir achar o melhor traçado possível. Por isso, para mim foi um ano incrível, pois além das conquistas, consegui bater vários recordes", enfatiza o piloto.

Com a mudança de mentalidade e uma maior aplicação ao seu próprio desempenho, Pereira já projeta a próxima temporada. "Sou muito grato a Charrua Racing, que é de Lajeado e, com isso, me dá grande suporte em tudo o que eu faço na Motovelocidade. Além de ter tido um dos meus melhores anos na carreira, já estou com o contrato praticamente assinado com a equipe para 2019", diz.

Detalhes da Motovelocidade

Quando se fala em Motovelocidade, o próprio nome sugere a principal característica do esporte: velocidade sobre uma moto. Com isso, a necessidade de se ter um bom equipamento, ou seja, uma boa moto, além de um local apropriado para os treinos, combustível e peças de reposição faz com que a modalidade tenha um custo elevado, principalmente para quem quer conquistar vitórias e títulos. "A grande questão para nós pilotos é que treinar de moto é muito caro. Praticamos em torno de seis vezes por mês. Mas, além de um local apropriado, precisamos transportar a moto até lá. Tem também o gasto de pneus e gasolina, que faz com que tenhamos que aproveitar muito cada um dos treinos", explica.

Como é um esporte onde casa milésimo de segundo é fundamental, a boa forma dos pilotos é de suma importância para, além de diminuir o arrasto aerodinâmico, também andar mais rápido, pois um competidor muito pesado acaba tendo desvantagem. "Nesse ano eu também comecei a me preparar melhor fisicamente, tanto controlando a minha alimentação, como também praticando atividades físicas regularmente. Corro dez quilômetros todo dia, para manter a resistência física, pois os movimentos na moto exigem muito da gente. Em 2019 pretendo começar a fazer natação e Muay Thai, para melhorar ainda mais a parte física, como já fiz esse ano", diz.

Como o custo dos treinos é elevado e qualquer detalhe faz diferença, pois todas as motos são iguais, uma das questões mais importantes para se ter um melhor desempenho é o combustível. Em outras temporadas, cada equipe levava a sua própria gasolina e todas eram misturadas em um local apropriado e distribuída para os pilotos, mas nesta temporada foi diferente. "Cada um pode usar seu combustível, e isso foi melhor, pois a moto e o piloto estão acostumados a utilizar a mesma gasolina dos treinos. Com isso, podemos de certa forma antecipar o desempenho da moto na corrida", enfatiza Pereira.

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