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"Crise RS ou cresce RS"

Presidente da AL, deputado Luiz Augusto Lara faz trocadinho e propõe criação de carteira de projetos de desenvolvimento para Estado

Créditos: Assessoria de Imprensa
Lara usou o grande expediente da sessão plenária de ontem para apresentar propostas - MICHAEL PAZ/DIVULGAÇÃO

PORTO ALEGRE | Um dia após a aprovação dos projetos que permitem o governo do Estado privatizar a CEEE, Sulgás e CRM, o presidente da Assembleia Legislativa, Luiz Augusto Lara (PTB), apresentou as ações que o Parlamento gaúcho pretende desencadear para ajudar o Rio Grande do Sul a sair da crise. O deputado, que utilizou o período do grande expediente da sessão plenária de ontem pela primeira vez desde que ocupa a presidência da Casa, usou o trocadilho "crise RS ou cresce RS" para apontar os caminhos que o Estado tem e as escolhas que precisa fazer para romper com o ciclo de dificuldades estruturais que vem enfrentando por sucessivos governos. "Precisamos de uma pauta positiva, que catalise a energia que já estamos investindo em diversas iniciativas que vêm ocorrendo nas comissões e frentes parlamentares", indicou Lara.

Ele anunciou que a principal campanha do Poder Legislativo no segundo semestre será a constituição de uma carteira de projetos prioritários de desenvolvimento regional. Para isso, deverá buscar o apoio dos outros Poderes e de instituições e entidades da sociedade civil. "Apesar das diferenças ideológicas, que são importantes, todos conhecemos as causas e as consequências da crise. O que precisamos para sair dela é de um conjunto de projetos que seja tratado como de Estado", apontou.

Como exemplos de temas para integrar a carteira de projetos, Lara citou a necessidade de o Rio Grande do Sul atingir um novo patamar sanitário para acessar os mercados de proteína animal da China e da União Europeia, a revisão da política de benefícios fiscais para beneficiar empresas que querem aproveitar a estrutura do Porto de Rio Grande para vender gás e a questões relacionadas à infraestrutura, que têm dificultado a ampliação de plantas industriais no Estado. A intenção do presidente do Parlamento é que cada deputado, que já coordena uma frente parlamentar ou tem atuação em comissão, atue como um supervisor de projetos afins.

Para ele, a burocracia excessiva e a elevada carga tributária são os principais fatores constituintes de uma ambiente desfavorável ao investimento privado. "Necessitamos de uma carteira de destravamento", defendeu, lembrando que só na área da energia elétrica são mais de 120 processos de licenciamentos à espera de liberação.

O parlamentar lembrou ainda que a Assembleia Legislativa já vem adotando uma postura solidária na crise. "O Poder Legislativo já cortou na carne. Diminuímos em 50% os gastos com diárias e em 65% o valor das indenizações veiculares, além de termos devolvidos recursos orçamentários na ordem de R$ 414 milhões", contabilizou.

Os deputados Tenente-coronel Zucco (PSL), Paparico Bacchi (PL), Ernani Polo (PP), Pepe Vargas (PT), Aloísio Classmann (PTB), Luiz Henrique Viana (PSDB), Luiz Marenco (PDT), Rodrigo Lorenzoni (DEM) e Tiago Simon (MDB) se manifestaram por meio de apartes. O Grande Expediente foi acompanhado também por representantes de órgãos públicos, entidades da sociedade civil, associações de servidores públicos e de universidades.

 

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