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A história do bom pastor

Conheça Godwin Erdmann Cremer, o alemão que sobreviveu a uma guerra e inspira nome do bairro. Quem conta é o neto, Hans

Créditos: Guilherme Rossini
Hans Wilhelm Cremer conta a história do avô, que nomina bairro e rua em Lajeado - Lidiane Mallmann

Lajeado - Nascido em 1894, na província de Brandenburg, na Alemanha, Godwin Erdmann Cremer faleceu em 1976, mas deixou sua marca na comunidade lajeadense. O alemão, que após conciliar os estudos com a Iª Guerra Mundial, se formou pastor e veio para o Brasil, atendeu por toda sua vida várias comunidades no Vale do Taquari e região. Com uma rua em sua homenagem, no bairro nomeado por sua vocação, e adjetivado pelo seu empenho, ele designou toda a sua vida a pastorar, iniciando em Conventos, um dos bairros mais antigos de Lajeado.

Em 1912, o jovem Godwin, com apenas 18 anos, matriculou-se no seminário para formação de pastores em Soest, Westfália, na Alemanha. Só houve um problema dois anos depois, mas que não o fez desistir: a Iª Guerra Mundial. Convocado para o combate, ele sobreviveu, mas os seus três irmãos, não. Seu único filho, Hans Wilhelm Cremer, conta que o avô se sentia honrado em mandar seus filhos a serviço do Exército alemão. "O meu avô tinha o maior orgulho em oferecer eles, buchas de canhão, para o combate. Já a minha avó ficava desesperada, afinal, poderia acontecer o que aconteceu." Mesmo com um dos braços gravemente machucado, o estudante sobreviveu e, em 1918, ao fim da guerra, retornou aos estudos. Ao se formar em filosofia e teologia, o pastor migrou para o Brasil.

Por volta do anos 70, com a expansão e nomeação de novos bairros em Lajeado, o filho do pastor montava um loteamento na região, como forma de trazer a população para aquele lado da cidade. Com a chegada de vários moradores, muitos dos que já conheciam o pastor, o bairro foi crescendo e surgiu a necessidade de nomeá-lo. "Tinha que ter um nome, pois já haviam casas e pessoas. Então, pelo bom trabalho que sempre acharam que meu pai fez, acabou sendo nomeado de Bairro Bom Pastor", explica seu filho. Falecido em 1976, Godwin Erdmann Cremer acabou, anos depois, tendo seu nome escolhido para uma rua do bairro.

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