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Arroio-meense fala sobre sua carreira de atleta no exterior

Eduarda Gerhard conta suas experiências jogando vôlei na França e em Israel

Créditos: Guilherme Rossini
Eduarda Gerhard falou sobre as diferenças entre jogar vôlei no Brasil e na Europa - Guilherme Rossini

LAJEADO | A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), de Lajeado, promoveu ontem uma reunião-almoço, em sua sede, onde a atleta arroio-meense Eduarda Gerhard contou a história de sua carreira como jogadora de vôlei. A jovem de 26 anos falou um pouco de sua trajetória no Brasil, França e Israel, de onde veio no último sábado, para tratar uma lesão no joelho.

O vice-presidente da CDL jovem, Maurício Polita Zanon, abriu os trabalhos, agradecendo a presença da atleta nascida no Vale do Taquari. Após o almoço, a jogadora contou sua trajetória, desde o início, no Colégio Estadual Alberto Torres (CEAT), em Lajeado, até a última temporada pelo Maccabi Nazareth, de Israel. "O vôlei me abriu portas desde cedo, quando, jogando no CEAT, o colégio me ofereceu uma bolsa e então eu fiz todo o Ensino Médio lá. No terceiro ano do ginásio, eu fui convocada para a Seleção Gaúcha de Vôlei, o que foi muito bom para mim", conta.

A jovem, então, ao se profissionalizar, rodou por alguns clubes do Brasil, como ADC Bradesco (SP), Minas Tênis Clubes (MG), Bento Vôlei (RS), Sogipa (RS) e São José Vôlei/Pinhais (PR), além do Cascavel (PR). No entanto, após jogar em diversos times no país, Eduarda resolveu tentar se aventurar fora do Brasil. "Eu conheci um empresário peruano de atletas que ajudou a abrir minhas portas na Europa. Para entender como funciona esse mercado: ele faz um compilado de vídeos das atletas, treinando e jogando, e envia para os clubes europeus. Foi assim que fui contratada para jogar na França, pelo Villejuif, por duas temporadas", explica.

Eduarda Gerhard, após atuar dois anos nas quadras francesas, resolveu dar novos rumos a carreira. Com isso, se mudou para Israel, para jogar no Maccabi Nazareth, onde disputou a última temporada, até sofrer uma lesão ligamentar no joelho.

 

Vida fora do Brasil

Desfrutar do esporte. Essa é a mensagem passada por Eduarda Gerhard sobre a vida que leva atualmente. Ela conta que, além da rotina mais leve de treinos fora do Brasil, há a possibilidade de aproveitar tudo que outras culturas proporcionam. "Eu tive a oportunidade, jogando vôlei, morando ao lado de Paris, de conhecer muitos lugares legais na Europa. Viajei muito, pois é só pegar um trem e ir para outro país. Se não fosse o esporte, eu nunca teria essa oportunidade", enfatiza.

Ao ter a chance de jogar em Israel, o primeiro pensamento que veio à cabeça de Eduarda Gerhard foi a guerra. Porém, ao ouvir amigas que jogavam por lá, escutou coisas diferentes. "É um país muito pequeno, com ótima qualidade de vida. Claro que existem diferenças culturais, mas a gente sabe da guerra, porém, não nos afeta onde moramos e vivemos. Além disso, o país é de primeiro mundo. Olha minha lesão no joelho, quem cuidou de tudo foi o sistema de saúde israelense pois, com o visto de trabalho em dia, eles dão assistência no que a gente precisar", explicou a atleta, que está de volta à sua terra natal até terminar de tratar sua lesão.

 

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