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Brechó e o consumo consciente

Lojas de roupas usadas se reinventam e ajudam a preservar o meio ambiente

Créditos: Julian Kober
- Divulgação

Vale do Taquari - O conceito de brechó já não é mais o mesmo de alguns anos atrás. Antes, estes estabelecimentos eram associados à ideia de roupas velhas, voltadas a um pequeno público interessado em peças retrôs. Hoje, tornaram-se um atrativo para quem busca vestuário a preços mais baixos. Alguns especializaram-se em peças de marcas famosas, artigos para crianças ou masculinas.

A professora do curso de Design de Moda da Universidade do Vale do Taquari (Univates), Beatriz Kintschner Rossi, afirma que os consumidores precisam desprender-se do preconceito ultrapassado que se tem quando se pensa neste tipo de loja. "Brechó é um lugar legal, com roupas bacanas que estão lá bonitas, organizadas e limpinhas", destaca.
Nestes espaços, a história por trás das roupas é bastante valorizado. "Cada peça tem um passado, e muitos vendedores buscam conhecê-lo para contar aos clientes sobre a sua origem, o dono, quando ela foi lançada ou se foi um sucesso. Isso cria um valor sentimental muito grande que atrai os clientes."

Negócio consciente
Para a professora Beatriz Kintschner Rossi, os brechós também destacam-se por serem um negócio que fomenta o consumo consciente e sustentável. "As pessoas, de um modo geral, estão cada vez mais preocupadas com a questão do meio ambiente e sustentabilidade. Por isso, ao invés de comprarem roupas novas, estão optando por peças usadas que seriam descartadas em um aterro sanitário."

Segundo ela, a indústria da moda é uma das mais poluentes e cada etapa da sua cadeia produtiva, desde a produção do algodão, que é uma das culturas que mais necessita de agrotóxicos, até a manufatura final, trazem riscos ao meio ambiente. "As roupas passam por muitos etapas até que a peça chegue ao consumidor final. E dentro de cada um desses processos existe uma forma de poluição ambiental."

Diante deste cenários, os brechós impulsionam a sustentabilidade, dando uma destinação às roupas usadas, e crescem economicamente. "Tornou-se um mercado favorável para quem é criativo e quer gastar pouco", afirma.

Customização
Outro destaque que chama a atenção é a customização de peças, que dão uma nova personalidade à elas. "Seja com um bordado diferente ou uma mudança no detalhe, as peças recebem uma cara nova, que chamam a atenção de quem busca artigos originais e diferentes", explica Beatriz Kintschner Rossi.

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