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Campanha do Sindilojas alerta para o consumo de produtos piratas

Sindilojas apresenta alternativa para conscientizar a população dos prejuízos causados pelo mercado ilegal

Créditos: Julian Kober
RESPOSTA: presidente do Sindilojas de Bento Gonçalves, Daniel Amadio, apresenta campanha que aposta na violência financiada pelo comércio ilegal - Julian Kober

Lajeado - O reflexo da pirataria é o crime. Este é o principal tema da campanha para combater a venda de produtos ilegais nas ruas, apresentada ontem às entidades ligadas ao comércio e autoridades na prefeitura. A presença constante de vendedores informais nas calçadas, especialmente na Rua Júlio de Castilhos, preocupa comerciantes.

Para conscientizar os consumidores, as lojas colocarão cartazes que mostram as consequências do fomento do mercado ilícito à economia e à segurança pública. A imagem mostra o rosto de uma mulher com óculos de sol. Nas lentes refletem imagens que fazem alusão ao tráfico de drogas e a uma arma de fogo disparando.

"Fomos direto ao ponto: se você comprar um objeto sem procedência, está financiando o crime", afirmou o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Bento Gonçalves, Daniel Amadio, que também comanda a Comissão de Combate à Informalidade da Fecomércio-RS.

Durante a apresentação, Amadio destacou que as facções lucram com a pirataria brasileira, que chega pelas fronteiras e portos do país. Cita como exemplo os cigarros, já que 50% do que é consumido no Rio Grande do Sul é contrabandeado. "Nos preocupa é que isso se tornou interessante para as organizações criminosas."

Sendo assim, a Sindilojas decidiu investir em uma campanha que apela aos prejuízos à segurança pública causados pelo comércio ilegal. O vice-presidente da Fecomércio-RS e presidente do Sindióptica, André Roncatto, destaca a participação dos consumidores no combate à informalidade, seja o comércio ambulante, feiras itinerantes, pirataria e contrabando, que além de ser uma concorrência desleal aos estabelecimentos regularizados, prejudica toda a sociedade. "O consumidor é o maior lesado e nós precisamos virar esse jogo".

Parceiro da Sindilojas do Vale do Taquari, o prefeito Marcelo Caumo destaca a importância deste tipo de campanha. Há meses, o Executivo reúne-se com esta e as demais entidades ligadas ao setor - Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Associação Comercial e Industrial (Acil) - para tratar sobre o assunto, e reforça o trabalho da prefeitura em tirar os vendedores da informalidade." Não adianta simplesmente apertar a fiscalização se não trabalharmos em uma campanha de convencimento da população. O comércio ambulante é forte porque tem consumidores."

Participaram do encontro vereadores, comerciantes e representantes da CDL e Acil.


"O caminho é legalizar"

Dois ambulantes pediram para manifestar-se durante o encontro. Nonato Álvares de Medeiros Soares defende a classe e cobra fiscalização de estabelecimentos comerciais. "Tem que repreender os lojistas que vendem produtos sem procedência", afirma o paraibano, que vive em Lajeado há dez anos. O lajeadense Marcelo Cardoso, acha importante a mobilização da comunidade para impedir a ilegalidade, especialmente na Rua Júlio de Castilhos. Para ele, é necessário tomar o exemplo de outros municípios, onde a Brigada Militar e a Prefeitura são parceiros no combate à pirataria e fomentam a formalidade. "Acho que o caminho é legalizar. Pago alvará. Por que eu pago e sou prejudicado pelos que não pagam?"


Denúncias podem ser feitas à polícia

O delegado Dinarte Marshall Júnior, titular da Delegacia de Polícia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), parabenizou o Sindilojas pela iniciativa e destacou a parceria com os comerciantes e prefeitura no combate aos produtos ilegais. "Qualquer ocorrência de crime pode ser denunciada pelo disque-denúncia. Várias operações foram desencadeadas assim."

Ressalta que os grupos criminosos, as facções, se apropriam do comércio de produtos ilegais, como o cigarro. "Nossa intenção é combater esse comércio para descapitalizar essas organizações, pois traz uma grande rentabilidade financeiras às facções."

 

 

 

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