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Comunidade quilombola de Arroio do Meio sonha em ir à África

Antes das apresentações do Dia da Consciência Negra, líder quilombola estende os festejos aos germânicos

Créditos: Andreia Rabaiolli

Arroio do Meio - A voz da comunidade quilombola ecoa longe. E neste domingo (18) foi dia de comemorar a Consciência Negra em Arroio do Meio. As crianças colocaram as melhores vestes e mostraram que a capoeira e os ritos fazem parte do cotidiano. A beleza da etnia predomina nos traços e é para alemão ver.


O prefeito Sidnei Eckert e a delegada Elisabete Barreto Müller deram o ar da graça na comemoração que reuniu muita gente e teve celebração aos orixás. "Hoje é dia de festa", disse a líder quilombola Loni Maria da Silva que um dia sonha levar as  120 pessoas que vivem na Comunidade São Roque para conhecer a África.

Dança, comida e religião dão a base dos que ali vivem. Loni não fala alemão, mas entende os descendentes germânicos porque aprendeu a conviver com eles já que Arroio do Meio é formado pela raça, mas acolhe, e muito bem, os negros.  "Nós queremos apresentar nossa cultura ao município. É um sonho da nossa comunidade conhecer a África.", conta rindo Loni, que se orgulha da luta dos negros.


Mesa da unificação
Ela fala como é viver em um município germânico. "Algum tantinho ainda tem de discriminação, mas que importa é o apoio que recebemos do município. Eu até entendo 'alles gut', converso muito no meio deles." E para provar que a integração ocorre de forma a prezar a diversidade de culturas, o almoço na comunidade privilegiou a gastronomia dos dois povos: negros e alemães. Teve batata e inhame.

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