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Consumo de álcool em passeio escolar repercute nas redes sociais

Um estudante de Lajeado ficou inconsciente e precisou de atendimento médico

Créditos: Jean Peixoto
REPERCUSSÃO: o fato veio a público através das redes sociais e gerou debates entre usuários - Jean Peixoto

Lajeado - Circulam pelas redes sociais desde a última quinta-feira (15), publicações relatando que um piquenique escolar com alunos do oitavo ano do Colégio Evangélico Alberto Torres (Ceat) de Lajeado teria acabado mal. Segundo um áudio compartilhado via WhatsApp, um estudante teria ingerido bebida alcoólica, ecstasy e Viagra, precisando de atendimento médico. Um suposto caso de abuso sexual também é relatado na gravação. Mediante a exposição dos nomes e imagens dos alunos, o Conselho Tutelar e o Ministério Público decidiram questionar a escola e a rede de saúde para averiguar se as informações são procedentes e se, de fato, houve a internação do menino.

Na tarde de ontem, o diretor-geral do Ceat, o professor Rodrigo Ulrich, recebeu a reportagem de O Informativo do Vale para esclarecer a situação. Ele explica que o incidente ocorreu na manhã de quinta-feira, na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), de Lajeado, durante um passeio realizado anualmente pela escola. "Nas primeiras horas da manhã, os professores relataram um problema com uma turma. Foram localizados energético e vodca sendo consumidos por um grupo de alunos". O diretor esclarece que não foram identificadas outras substâncias com os jovens e salienta que os pais foram os primeiros a serem comunicados sobre o ocorrido. Quanto ao suposto caso de abuso sexual, que foi comentado nas redes sociais, Ulrich afirma que nenhum aluno procurou a direção relatando o fato. Após o incidente, 14 estudantes foram suspensos das atividades escolares pelo período de três dias.

Ulrich relata que um aluno passou mal, ficando inconsciente, e foi encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), acompanhado de um professor. Conforme o diretor, o estudante foi liberado ainda na quinta-feira. O diretor salienta que a instituição aborda essas questões com frequência em sala de aula, promovendo palestras e debates. "A escola sempre promove palestras para abordar o tema. Mas é preciso que haja um eco na sociedade. Existem muitas influências atuando nas vidas dos jovens, no sentido de estimular esse tipo de consumo", ressalta.

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