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Domingo é dia de aprender a dançar

Curso gratuito é um sucesso entre os moradores do bairro e até de outras comunidades

Créditos: Caroline Garske
Professora de dança Renata Presser e o marido Luiz Ribeiro Cardoso mostram os primeiros passos - Lidiane Mallmann

Lajeado - Energia, liberdade, movimento e alegria são algumas das palavras que definem uma das artes mais antigas do mundo: a dança. Surgida ainda na era pré-histórica, é considerada uma terapia para mente e corpo. Além disso, pode representar a identidade cultural do povo de determinada região, como ocorre no Rio Grande do Sul, com a dança gaúcha. Para proporcionar lazer e diversão e ao mesmo tempo manter viva a cultura tradicionalista, a patronagem do CTG Querência do Cedro realiza, todo ano, até quatro cursos de dança totalmente gratuitos. Os alunos aprendem ritmos como música fandangueira, xote, milonga bugio, vanera, vanerão e valsa. Para o patrão do CTG, Plínio Duarte, a dança e a música gaúcha estão relacionadas à questão cultural. "É o comprovante da identidade do nosso Estado e da nossa tradição", comenta.

 

Diversão e aprendizado

Casados há 12 anos, Cristiane Lucia Rech (31) e Leocir Farias (34), moradores do Jardim do Cedro, participam do curso há três domingos. Segundo Cristiane, a ideia de iniciar as aulas de dança no CTG Querência do Cedro veio da vontade de ir aos bailes e saber dançar. "Sempre tínhamos vontade, mas muita vergonha. A gente começou a se interessar e querer aprender mais porque a minha mãe frequenta o grupo da terceira idade aqui do bairro. Começamos a ir com ela nos bailes, mas a gente só sabia dançar bandinha", explica.

Na terceira aula, o casal já começa a sentir a diferença em seus passos no salão do CTG. "Já aprendemos marcha, agora esse que é a vanera, polonese e a valsa. Estamos gostando muito, cada vez queremos aprender mais", afirma Cristiane.

 

Transmissão de sentimento

Renata Presser (33) é a atual instrutora no CTG Querência do Cedro. A bailarina, coreógrafa e professora de dança é certificada pelo curso de capacitação de instrutores de Danças Gaúchas de Salão do MTG. O marido Luiz Ribeiro Cardoso também auxilia no curso no Jardim do Cedro. O casal Jônatas Presser e Alana Presser também trabalha como instrutores auxiliares.

Para a coreógrafa, entre tantas manifestações culturais gaúchas, a dança é uma das mais importantes, pois aproxima, cria vínculos emocionais e expressa por meio de movimentos corporais o ritmo musical. "O trabalho que desenvolvo tem por finalidade preservar os ritmos executados nos bailes de antigamente, por pares enlaçados independentes, caracterizado pelos fandangos - baile animado com música regional gauchesca, em que só participam das danças pessoas tipicamente trajadas com a vestimenta gaúcha", explica.

Renata vai além. "A dança faz parte da minha vida, é um amor que toma conta mim, que fica difícil até de explicar. Faz parte da minha personalidade", conta ela, ao lembrar-se do que um dia lhe disseram: "Na dança, não é suficiente sentir o que se faz, mas transmitir o que se sente".

Segundo Renata, o convite para ser instrutora do curso surgiu pela indicação feita do cantor Pedro Campeiro, que é conhecedor de seu trabalho. "Parabenizo o CTG Querência do Cedro e o patrão Plínio pela iniciativa de proporcionar à comunidade um curso de danças totalmente gratuito. É através dessas possibilidades que conseguimos fazer com que o tradicionalismo gaúcho cresça e se enraíze na sociedade."

 

Saiba Mais

São oito aulas ministradas por um instrutor certificado pelo Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). As aulas ocorrem nos domingos, entre 18h30min e 21h, no ginásio do CTG, na Rua João Fernando Schneider. São abertas a toda comunidade, inclusive de outros municípios. Para participar basta comparecer na hora marcada em qualquer domingo até o dia 16 de dezembro. Ao fim do curso, os formandos recebem um certificado.

A próxima aula ocorre neste domingo, e a formatura desta edição será em 16 de dezembro, com um almoço comemorativo. Segundo Plínio Duarte, o curso é totalmente gratuito, o único dever dos formandos é vender no mínimo seis ingressos para o evento. "Queremos fazer uma programação especial, com cavalgada, Papai Noel de charrete e alguma atração musical."

 

 

>> Com a palavra

O que os moradores do Jardim do Cedro querem

A presidente da Associação de Moradores do Jardim do Cedro, Salete da Silva, conta que foi realizado um protocolo junto à Prefeitura de Lajeado para que fosse encaminhado o projeto de uma pista de caminhada e corrida no entorno do ginásio do bairro ou nos fundos da Igreja Videira Verdadeira. A entidade solicitou, também, a instalação de câmeras de videomonitoramento na Rua Arnoldo Uhry esquina com a João Fernando Schneider.

Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, há um expediente aberto na Secretaria da Cultura, Esporte e Lazer de Lajeado (Secel) para verificar a viabilidade da construção de uma pista para a prática esportiva no entorno do ginásio. Depois desta análise, é encaminhado para a Secretaria de Planejamento e Urbanismo (Seplan) e, se aprovado, a Secretaria de Obras e Serviços Públicos (Seosp) dá o seguimento ao serviço. Ainda segundo a assessoria, o secretário de Segurança de Lajeado, Paulo Roberto Locatelli, está à disposição para conversar com a presidente da associação, sobre a instalação das câmeras de videomonitoramento na área solicitada.

 

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