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Emprego, segurança e saúde são prioridades dos estrelenses

Pesquisa realizada no município aponta falta de medicamentos e descaso com os bairros

Créditos: Jean Peixoto e Cristiano Duarte

Estrela - Taxista durante a tarde e motorista de transporte escolar pelas manhãs, Orlando Luiz Tressoldi (60), morou a vida toda no Bairro Pinheiros. Para controlar a hipertensão, o diabetes e os problemas cardíacos, ele precisa tomar seis medicamentos fornecidos pelo SUS. No entanto, há dois meses, o estrelense não consegue adquirir os remédios na farmácia do município. "A falta de medicamentos é, hoje, o maior problema da cidade", comenta.
Uma pesquisa encomendada pelo município e realizada pela consultoria Macrovisão revelou o índice de satisfação dos eleitores com a atual gestão. Segundo o estudo, 56% dos entrevistados consideram a administração boa ou ótima. Apesar do alto nível de aprovação, a limpeza das ruas (7,2%), a falta de atenção nos bairros (5,1%) e as promessas de campanha não cumpridas (6,9%) foram destaques negativos relacionados pela população. Como principais pontos que o governo precisa melhorar foram apontados: incentivo à criação de empregos (7,9%); limpeza urbana (7,3%); incentivo à atração de empresas (6,7%); asfaltamento (6,3%); mais segurança e policiamento (6,1%) e mais investimentos na saúde (6%). O prefeito em exercício, Valmor Griebeler, comenta que ainda não conseguiu analisar todos os dados do estudo, mas afirma que recebeu uma cópia digitalizada do titular, Rafael Mallmann. 
Para elaborar o levantamento, foram entrevistadas 405 pessoas de 20 localidades diferentes. A média geral de avaliação das secretarias, com notas de 0 a 10, ficou em 7,16. A melhor pontuação ficou com as pastas de Educação (7,9); Esporte e Lazer (7,53) e Cultura e Turismo (7,5). As piores ficaram com Obras públicas (6,53), Planejamento e Desenvolvimento Econômico (6,68) e Meio Ambiente e Saneamento Básico (6,9). Já entre os secretários, a nota média ficou em 7,8. O titular mais bem avaliado foi o secretário de Educação, Marcelo Mallmann (7,66), seguido de Elmar Schneider, titular da Saúde (7,54) e Julio Pereira, responsável pelo Esporte e Lazer (7,44). As notas mais baixas ficaram com Cristiano da Rosa, de Obras públicas (6,45), Hilário Eidelwein, do Meio Ambiente e Saneamento Básico (6,67), e Paulo Fink, do Planejamento e Desenvolvimento Econômico (6,76).
Os serviços públicos oferecidos pelo município também foram analisados pelos pesquisadores. Os destaques positivos foram no abastecimento de água que, em uma escala de 0 a 10, atingiu nota 8,16, seguido da merenda escolar, com 8,15, do ensino nas escolas municipais, com 8,12, transporte escolar, com 8,7 e atendimentos dos motoristas na área de saúde, com 8,2, e da coleta de lixo, com 8,15. Os piores índices ficaram com incentivo para geração de empregos, com 6,01, disponibilidade de tipos e quantidades de medicamentos, com 6,02, incentivos para atração de empresas, com 6,07, auxílios do pacote agrícola, com nota 6,12, o serviço de telefonia rural, com 6,18, e a manutenção das ruas e calçadas, com 6,21. A nota média fechou em 6,96.

 

A equipe de reportagem de O Informativo do Vale foi às ruas de Estrela para saber o que a população acha dos principais pontos levantados pela pesquisa.

Opiniões dos moradores

"Moro aqui há mais de 30 anos. Eu acho que o atendimento no posto de saúde está muito pior. Eu nunca fui vítima de assalto, mas já roubaram coisas da minha casa. As ruas estão boas, o transporte público, também."

Antônio Roberto dos Santos (65),
pedreiro
Bairro Pinheiros

 

"Todas as vezes que precisei de atendimento no posto, eu consegui. Moro aqui com meu esposo e duas filhas há 11 anos. Tem alguns assaltos, mas isso tem em todo lugar. Eu nunca fui vítima."

Janete Teresinha Obermeier (48), 
aposentada
Bairro Boa União

 

"Eu uso posto apenas para vacinas. A internet é muito ruim. Falta uma mão do governo no interior. As estradas são ruins, não tem acostamento. Os ciclistas correm muito perigo."

Jéssica Engster (28),
farmacêutica
Linha São José

 

"O posto de saúde está muito bom. Sofro da coluna e meu coração está fraco. Sou sempre muito bem recebido. Assalto, na hora que eles veem, não adianta. Faz 15 anos que eu moro aqui, eu era de Garibaldi. Agora piorou. Eu aprovo o governo. Ele está indo bem."

Jacir Pedro (74), aposentado
Bairro Boa União

 

"As ruas têm buraco, mas dá para transitar. De um modo geral, acredito que a cidade está de regular para bom."

Milton Luiz Mallmann (58), 
motorista 
Bairro Centro

 

"Tem poucos remédios no posto. Eu não uso o posto, graças a Deus, mas seguido tem pessoas que passam por aqui e comentam que nunca tem remédios. A limpeza das ruas é que fica a desejar. A segurança pública está boa, principalmente com a chegada desse novo delegado (Juliano Stobbe)."

Luiz Jacó Gerhardt (62), 
aposentado - Bairro Oriental

 

"Para mim foi tranquilo conseguir vaga para os meus filhos, mas tem pessoas no bairro que têm dificuldades para conseguir."

Cristine Hauschild Lorenz (36),
advogada - Bairro Auxiliadora

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