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Engenheiro, escritor e roteirista

Guilherme Bianchini deixou a Engenharia de Alimentos para escrever histórias e agora aguarda incentivo

Créditos: Caroline Garske
Amor pelas palavras: Guilherme Bianchini já escreveu dois livros e atua como roteirista - Caroline Garske

Lajeado - O morador do Bairro Alto do Parque, Guilherme Bianchini, é graduado em Engenharia de Alimentos. Mas a engenharia que ele se identificou, ao longo dos seus 34 anos, é a das palavras, das frases, parágrafos e capítulos. O autor dos livros Contos, historinhas e diálogos de humor e Diário de um detetive diz que a paixão por criar e contar histórias começou ainda na infância. "Sempre gostei de escrever, quando eu era criança eu criava ideias com meus primos e amigos. Lembro de ficar conversando e tendo ideias de filmes. Desde criança já estava em mim", relembra.

No entanto, a vida trilhou caminhos diferentes. Ao sair do Ensino Médio e se deparar com a obrigação de ingressar no Ensino Superior, Guilherme optou pela Engenharia de Alimentos. "Sabe aquela coisa de entrar muito novo na faculdade? Quando adolescente, tu ainda não sabes muito bem o que quer da vida. Entrei sem ter a certeza do que eu queria mesmo", relata. Formou-se engenheiro, mas após, resolveu investir na carreira de escritor. "Reuni alguns contos e enviei para a editora Chiado, que se interessou e publicou."

O último livro de Bianchini é o Diário de um detetive, que une humor e mistério e foi lançado em agosto de 2018. Para o autor, a mistura dos gêneros é que mais lhe interessa. "Gosto muito de humor, me arrisco também no drama, naquela coisa do sentimento pessoal. Esse último livro é de humor, mas tem um certo sentimento, fala dos medos e das angústias dos personagens. Gosto muito de tocar nesse assunto", detalha.

Guilherme Bianchini conta que se inspira nos pequenos detalhes do dia a dia para criar suas histórias. "Eu procuro pegar cenas do cotidiano. Qualquer coisa que vejo, já vem uma ideia e coloco no papel. Seja um vizinho, uma senhora ou uma criança jogando bola." Para ele, continuar escrevendo é a projeção de futuro. "É isso que eu amo e busco futuramente viver apenas disso", afirma.

 

Do papel à telinha

Autor de dois livros, Guilherme Bianchini foi além. Agora, o lajeadense atua também como roteirista de produções audiovisuais. Junto a amigos de outros Estados, escreveu uma temporada com 13 episódios para uma série. Segundo ele, a equipe aguarda o incentivo para poder produzir o que, por enquanto, está no papel. "Gosto muito da área audiovisual. Estamos com esses projetos para poder gravar, produzir e colocar na tela. É comédia, mas são histórias diferentes dos meus livros", explica.
Bianchini conta que, para por o projeto em prática, é preciso verba. "Estamos buscando patrocínio. Procuramos empresas que possam ajudar. Elas ficam isentas de impostos, ou seja, é um valor que eles não perdem e vai para um projeto cultural."

 

Saiba Mais

O apoio indireto a projetos audiovisuais se dá por meio de mecanismos de incentivo fiscal dispostos na Lei 8.313/91 (Lei Rouanet), na Lei 8.685/93 (Lei do Audiovisual) e na Medida Provisória 2.228-1/01. Esses dispositivos legais permitem que os contribuintes, pessoas físicas e jurídicas, tenham abatimento ou isenção de determinados tributos, desde que direcionem recursos, por meio de patrocínio, coprodução ou investimento, a projetos audiovisuais aprovados na Agência Nacional de Cinema (Ancine). O e-mail para entrar em contato e saber mais sobre patrocínio para a série escrita por Guilherme Bianchini é [email protected]

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