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FHGV apresenta dados da UPA

Grupo participou da sessão da Câmara de Vereadores e reuniões com autoridades ligadas à saúde

Créditos: Rita de Cássia
NÚMEROS: diretor-geral da FHGV, Gilberto Barichello; diretora de Atenção a Saúde da FHGV, Juliana Dias e a coordenadora da UPA Lajeado, Úrsula Jacobs - Rita de Cássia

Lajeado - Os números da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Lajeado, no mês após o incidente no setor de emergência do Hospital Bruno Born, além de outros assuntos relacionados à unidade, foram apresentados por um comitiva da Fundação Hospitalar Getúlio Vargas (FHGV) que administra da UPA, durante sessão da Câmara de Vereadores de ontem. Antes disso, o grupo formado pelo diretor-geral da Fundação Hospitalar Getúlio Vargas, Gilberto Barichello; diretora de Atenção a Saúde da FHGV, Juliane Dias e a coordenadora da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Úrsula Jacobs, também conversou com órgãos relacionados às questões de saúde, além da imprensa.

O objetivo é compartilhar informações e reforçar pontos importantes que a população precisa saber ao buscar atendimento, como a classificação de risco, feita por meio de cores. Por exemplo, quando o paciente chega, é visto pelo enfermeiro que faz a classificação de risco instituída pelo Ministério da Saúde em todo o país. Gradativamente, irá migrar para cinco cores, mas conforme a coordenadora da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Úrsula Jacobs, atualmente ainda são utilizadas quatro: azul, verde, amarelo e vermelho. Ela é utilizada de acordo com avaliação dos sinais vitais, junto com o acolhimento das queixas e dos sintomas, e segundo relatos dos usuários. A partir dela, será definida a prioridade, pela gravidade que se apresenta naquele momento. O vermelho precisa ser visto imediatamente porque corre risco de morte. O amarelo tem um tempo um pouco maior, mas também é grave. O verde é a condição pouco urgente. E azul, condições normais de saúde, que por exemplo, poderiam ser atendidas mais tarde, ou até no dia seguinte. "O que é importante comentar é que um paciente pode demandar um certo tempo, e outro, um tempo muito maior de dedicação do médico ou equipe." Há um período padrão de tempo de atendimento, mas existem momentos e situações que podem ultrapassar esse tempo. Por isso, não é por ordem de chegada, é por gravidade", explica a coordenadora.

Outra questão levantada pelo diretor-geral da FHGV, Gilberto Barichello - que assumiu o cargo há cerca de três meses - é que a população precisa compreender qual o papel da UPA no sistema de saúde como um todo. "Ela é uma complexidade intermediária, entre a atenção básica e o hospital, e precisa de vários dispositivos como o Samu, transporte, referenciamento das especialidades e encaminhamentos ao hospital", afirma. Ele reforça que "a UPA não é o início e nem o fim do atendimento, é intermediário, para desafogar os hospitais e prontos-socorros".

Conforme a diretora de Atenção a Saúde da FHGV, Juliane Dias, toda doença crônica que ficar aguda, tem indicação de estar na UPA para estabilização. "Por isso, a porta de entrada está sempre aberta. Até porque, a portaria que rege a unidade, descreve que os pacientes têm que ficar no máximo até 24 horas, então ocorre o giro de pacientes constantemente", explica.

Números da UPA

Entre 1º de abril e 1º de maio - mês posterior ao incidente do incêndio na entrada do setor de emergência do HBB - foram realizados 6.568 acolhimentos com classificação de risco, e 6.030 consultas. Em comparação a março, o aumento foi de 6%, ou seja, 423 pacientes a mais, em relação a números absolutos. Já no que se refere à complexidade dos casos, houve um aumento de 32% na demanda de casos graves. Além disso, cresceu em 7% a demanda considerada de pouca urgência - ou classificação verde do protocolo. Somente no último mês, foram atendidas 1.486 crianças de 0 a 12 anos. Comparado ao mês anterior (1.340), o aumento foi de 11% na demanda. Antes do incidente no HBB, a UPA já atendia residentes de outros municípios, porém, este número aumentou em 31%. Santa Clara do Sul, Forquetinha e Canudos do Vale são os que mais procuram a unidade. Os casos de maior complexidade são encaminhados ao Hospital Bruno Born, pois necessitam de maior tecnologia para elucidação diagnóstica, avaliação por um especialista ou internação, além das fraturas. Entre 1º de abril e 1º de maio, foram encaminhados, em média, oito pacientes por dia ao HBB. No mês anterior, eram seis.

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