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Fórum da Mulher Empresária da Acil é criado a partir de palestra na entidade

Primeira reunião está agendada para 29 de maio, às 19h, na Acil


- Monica Müller/divulgação

Lajeado - A força do associativismo na vida da mulher empresária foi tema da palestra de Janaína Sousa, empresária de Canoas, na noite de terça-feira (15), na Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil). O evento teve a presença da presidente do Conselho da Mulher Empreendedora (CME) da Federasul, Michele Modelski, do qual Janaína é ex-presidente e atual diretora. 

   Como resultado da palestra, que teve a presença de cerca de 40 mulheres, será criado o Fórum da Mulher Empresária da Acil, cuja primeira reunião está agendada para 29 de maio, às 19h, na entidade. O convite para essa reunião é aberto a todas as empresárias interessadas, mesmo àquelas que não estiveram presentes à palestra. 

    A presidente da Acil, Aline Eggers Bagatini, fez abertura do evento colocando a sua opinião de mulher empresária e o quanto tem conquistado com sua participação na vida de diferentes entidades associativas. No encerramento, Aline voltou a usar a palavra para reforçar os princípios expostos por Janaína e convidar as participantes para a criação do Fórum da Mulher Empresária da Acil.

 

Associativismo

No evento, a palestrante discorreu sobre os desafios da mulher em conciliar a vida empresarial com maternidade e a necessidade de constante capacitação, entre outros. Janaína também explicou como o associativismo contribui positivamente na vida da empresária moderna, auxiliando no desenvolvimento pessoal e profissional através de produtivos relacionamentos promovidos pelos núcleos de mulheres criados dentro das associações comerciais.

   Janaína explicou que o associativismo é uma organização voluntária de pessoas que buscam satisfazer as necessidades coletivas ou alcançar os objetivos comuns, via cooperação. Entre os seus objetivos estão: reunir esforços para reivindicar melhorias na comunidade; defender os interesses dos associados; desenvolver interesses coletivos de trabalho, produzir e comercializar de forma cooperada, melhorar a qualidade de vida e participar no desenvolvimento da região na qual as associações estão inseridas; e reforçar os laços de amizade e solidariedade. "O associativismo desenvolve lideranças e promove o fortalecimento da mulher empreendedora," afirma.

 

CME

O CME da Federasul possui quatro pilares: 1) desenvolver e fortalecer lideranças; 2) integrar e capacitar; 3) compartilhar experiências; e 4) promover networking e fomentar negócios.

    A palestrante conta que o conselho é a prática da "sororidade", palavra que significa a união entre mulheres, baseadas na empatia e no companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum.  "Por trás de toda mulher tem ela mesma com a sua vivência e força e ao seu lado estão as outras mulheres que lutam por ela, com ela e que dão voz à luta de tantas outras unidas", reafirma.

 

No RS

Janaína informa que há atualmente mais de 360 mulheres empreendedoras nucleadas, em 22 núcleos constituídos no Rio Grande do Sul. Em 2017, foram 10 novos núcleos, ingressando mais de 200 empresárias nas associações comerciais. Além disso, a meta até o final de 2018, é a criação de 50 núcleos. 

 

Fazendo a diferença

Janaína trouxe dados sobre o empreendedorismo feminino no Brasil, onde existem 7,3 milhões de mulheres empreendedoras. Elas representam 34% do total de empresários existentes no país. Das cerca de 6 milhões de micro e pequena empresas, 35% são lideradas por mulheres. Além disso, 52% de empreendedores no Brasil que iniciam seu negócio são mulheres. Nas empresas consolidadas no país, 44% são geridas por mulheres. A taxa de sobrevivência é maior nas empresas lideradas por mulheres.  "Tem se dito que nossas habilidades somadas ao desejo de fazer acontecer vem fazendo a diferença no mundo," ressalta Janaína.

 

União

Por fim, a palestrante reforçou a importância do associativismo e união das mulheres para oportunizar o crescimento dos negócios, da cidade e principalmente das famílias. "Nós, empresárias, precisamos pertencer a um grupo que idealiza e trabalha para um futuro melhor. O associativismo é este canal, que fortalece, enriquece e estimula novos projetos e novas necessidades em prol do bem comum. Somente juntas, com humildade para reconhecer a eficiência da outra, é que poderemos crescer como um todo, oportunizando o desenvolvimento pessoal e profissional, gerando confiança nas atuações" encerrou.

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