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Gasolina e diesel sofrem terceira alteração do ano nesta sexta-feira

Consumidores são afetados por ajustes feitos pela Petrobras

Créditos: Matheus Aguilar
BOMBAS: oscilação dos preços é sentida no preço pago pelo consumidor - Lidiane Mallmann/arquivo O Informativo do Vale

Lajeado - A variação nos preços dos combustíveis para o consumidor tem sido cada vez mais comum. Isto porque a Petrobras passou a fazer reajustes frequentes nos preços da gasolina e do diesel nas refinarias. As alterações podem ocorrer diariamente e são praticadas "em busca de convergência no curto prazo com a paridade do mercado internacional", de acordo com a estatal. Nas bombas, esta diferença é repassada aos motoristas tão logo o novo carregamento seja comprado para os postos.

Nesta semana, por exemplo, foram definidas variações na quarta-feira, na quinta e outro previsto para hoje. A gasolina teve apenas queda no preço para as refinarias: 0,1% na quarta, 1,4% na quinta e para hoje a redução será de 0,9%. A sequência de reduções ocorre após o fechamento de 2017 em alta nos preços do combustível. Já o diesel, está oscilando: na quarta-feira teve alta de 0,6%, recuou 1,9% na quinta para ter novo aumento hoje, de 1,2%.

O consumidor final acaba sendo atingido por esta política de preços. A definição do valor final depende de cada empresa revendedora e dos próprios postos de combustíveis. Quem explica é o gerente de um posto em Lajeado, João Carlos da Costa. "Quando a variação já vem definida da refinaria, acaba sendo repassada para o consumidor. A diferença entre o que os postos pagam para o preço da bomba já é muito pequena e precisa cobrir os custos operacionais do negócio. Por isso, não tem como absorver essa variação", destaca.

Quem abastece frequentemente sentiu a diferença dos preços, especialmente ao longo do último ano. É o caso do motorista Alcides Stuami (64). No início da tarde desta quinta-feira ele parou para descansar em um posto à margem da BR-386. Dirigindo um caminhão cegonha (utilizado para o transporte de veículos), Alcides costuma rodar por boa parte do país. "É um absurdo. O preço do combustível chega a subir duas vezes na mesma semana. Há poucos dias rodei um trecho de 400 quilômetros e abasteci na ida porque tinha subido o preço naquele dia. Na volta, no dia seguinte, tinha aumentado de novo", revela.

Mais barato pagar à vista
Em vigor desde 27 de junho de 2017, a lei que autoriza diferenciação no preço para compras em dinheiro e cartão, beneficia os motoristas que optam pelo pagamento em dinheiro. É que ao menos nos postos de combustíveis da cidade esta diferença é colocada em prática. Conforme João, há uma diferença média de 3% entre o preço cobrado à vista para o valor de pagamento com prazo maior. "Tem uma diferença por causa das taxas cobradas pelas administradoras de cartões de crédito. Com esta oscilação nos preços, foi uma forma encontrada para que os clientes tenham uma opção para pagar mais barato", afirma. E, segundo ele, os motoristas estão aproveitando. "Hoje percebemos que a maioria das pessoas opta por pagar em dinheiro, para ficar mais em conta", diz. O preço chega a variar até R$ 0,13 por litro de gasolina no pagamento à vista em relação ao crédito.

 

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