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Gestão de conflitos nas escolas é tema de encontro

Palestra aponta para mediação pelo desenvolvimento de competências emocionais

Créditos: Luísa Schardong
FORMAÇÃO: profissionais são associadas a Noevat - Luísa Schardong

Lajeado - Em mais uma atividade de formação continuada, o Núcleo de Orientadores Educacionais do Vale do Taquari (Noevat) promoveu um encontro que reuniu aproximadamente 60 pessoas no Salão de Eventos da Prefeitura, ontem, em Lajeado. O Núcleo é vinculado à Associação dos Orientadores Educacionais do Rio Grande do Sul (Aoergs), que também participou do encontro.

Ambas orientadoras, a diretora financeira Lisete Lerner Friedrich e a diretora de planejamento Odete Spessatto, da Noevat, explicam que o tema do encontro foi sugerido em outra formação. "O orientador é um agente que transforma e reinventa a mediação do contexto escolar. Daí a importância de falar sobre isso, dos desafios que permeiam esse convívio", diz Odete.

Diretora de publicação da Aoergs, Manoelita Tabille Mansabosco lembra que a entidade preconiza a qualificação permanente dos orientadores. "Esse profissional faz muita diferença dentro das escolas e deve ser incentivado", aponta.

Para a orientadora educacional Daniela Froza Sosa (38), é isso que falta no magistério. "Valorização não existe. Sinto que os governantes, de uma forma geral, não entendem a importância do nosso trabalho e do próprio professor. Esse descaso se reflete na sala de aula", diz. "É complicado lidar com a falta de respeito e a violência que alguns colégios carregam. É o amor pela causa que faz seguir em frente."

Palestra
Depois da acolhida com voz e violão de Mônica Hass, foi a vez do psicólogo e psicanalista Eduardo Steindorf Saraiva, à frente do Núcleo de Assessoria e Consultoria em Educação e Saúde (Naces), entrar em ação. Ele, que também é doutor em Ciências Humanas e é professor da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), conduziu uma palestra sobre gestão de conflitos.

Para ele, é mais efetivo gerir determinadas situações e integrar os atores nela envolvidos do que simplesmente eliminá-las. "O conflito não precisa, necessariamente, ter conotação negativa. Sob outra perspectiva, ele auxilia a fugir da estagnação, embora possa ser algo difícil de negociar", aponta.

Mas existem formas de lidar bem com essas situações. "Essa noção de lidar com o outro envolve uma proposta de integralização dentro do espaço escolar, com os recursos pedagógicos, sempre pensando na formação das pessoas."

Os desafios da mediação, papel do orientador educacional, entretanto, permeiam camadas mais profundas, entre elas, o desenvolvimento de habilidades emocionais e empatia. "São caminhos para resgatar relações da comunidade escolar e evitar a violência nesse âmbito. É a educação humanizada."

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