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Informação e história nas ondas do rádio

Grupo Independente comemora, neste domingo, 67 anos de trabalho em prol da comunidade do Vale do Taquari

Créditos: Lucas George Wendt
- Lidiane Mallmann

Vale do Taquari - Em um cenário drasticamente diferente daquele de quando começou, há mais de seis décadas, hoje o Grupo Independente colhe os frutos do trabalho desenvolvido desde os anos 1950. A emissora foi criada por Pedro Albino Müller e outros empreendedores lajeadenses da época, em prédio em que hoje fica a Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil). Pouco mais tarde, pelas ondas da rádio, com a Independente AM, Lauro Mathias Müller, filho de Pedro Albino, escreveu parte da história da região. Ao mesmo tempo, solidificou as bases do grupo que, na atualidade, é um dos expoentes no ramo da comunicação do Estado. Da fundação, em 1º de abril de 1951, até hoje, se passaram mais de 24 mil dias de transmissão - o que torna a emissora testemunha dos fatos marcantes na história do país, do Rio Grande do Sul e do Vale do Taquari nos últimos 67 anos. Enquanto volta o olhar para o passado, o grupo também mira no futuro ao apostar em tecnologia e mudança para enfrentar os desafios impostos à área da comunicação. A empresa tem três gestores. João Pedro e Gabriel Müller, filho e neto do seu Lauro, e Ricardo Brunetto compartilham a tomada de decisões.

Com o aniversário as novidades
Para comemorar os 67 anos de atuação, atividades especiais estão programadas - voltadas ao público interno e aos ouvintes e leitores do jornalismo online. A sala de um dos maiores nomes da emissora, Lauro Mathias Müller, está sendo transformada em memorial e, no futuro, será aberta à visitação. Próximo à entrada do prédio na Avenida Alberto Müller, o espaço vai reunir os documentos físicos dos Comentários de Frente, transmitidos pelo radialista durante 35 anos. Também será possível ouvir mensagens gravadas pela voz que marcou o dial e outros materiais recuperados nos arquivos da empresa. "Vamos resgatar um pouco da nossa história por meio deste espaço", diz o diretor executivo do grupo Independente, Ricardo Brunetto. O presidente executivo, João Pedro Müller, ressalta que o memorial trata-se de uma iniciativa que entusiasma. "Estamos ansiosos para ver o projeto sair do papel. Será um meio de as pessoas conhecerem ainda mais a história da Rádio Independente."

Além do memorial, um novo portal de notícias para a Rádio Independente e emissoras do grupo, além da instituição de uma nova emissora, estão programadas. "Nós mudamos porque acreditamos na mudança." Um novo modelo de negócios deve ser apresentado pelo grupo, em breve. "Para alcançar um público diferente", revela Brunetto. Por fim, na próxima segunda-feira, um novo programa entra na grade da emissora. Voltado à comunidade, com ancoragem e equipe especial, o espaço busca dar voz à população.

 

Administradores
A Rádio Independente foi administrada pelos seguintes gerentes e diretores, com os respectivos períodos:

1 - Ney Santos Arruda, de abril de 1951 a novembro de 1951

2 - Carlos Pereira Marques, de novembro de 1951 a março de 1952

3 - Norberto Scheer, em março de 1952

4 - Aray Mello Christ, de março 1952 a setembro de 1958

5 - Oscar Chaves Garcia, de setembro de 1958 a maio de 1961

6 - Oswaldo Carlos van Leeuwen, de junho de 1961 a junho de 1962

7 - Lauro Mathias Müller, de junho de 1962 a maio de 1998

8 - João Pedro Müller e Wilson Inácio Feldens, de maio de 1998 a janeiro de 2003

9 - João Pedro Müller e Greici Feldens, em janeiro de 2003; e Gabriel Müller, de agosto de 2009 a dezembro de 2009.

10 - João Pedro Müller, diretor-presidente, e Gabriel Müller, diretor financeiro, desde dezembro de 2009, e Ricardo Brunetto, diretor executivo, desde agosto de 2009.

Fonte: Rádio Independente 950 AM: 60 Anos no Ar, de José Alfredo Schierholt

 

Pessoas e comunidade

Para o diretor-presidente do Grupo Independente, João Pedro Müller, é difícil prever o futuro do rádio. "Mas estamos nos preparando constantemente, tanto na parte tecnológica de estrutura como na qualificação das nossas equipes para o uso e gestão das novas tecnologias de informação e comunicação." Na sua avaliação, a empresa depende das pessoas. E também reconhece a atuação de todos. "Então, são os profissionais que fazem e são o rádio. Por isso, nossos agradecimentos a cada um dos nossos colaboradores que estiveram e estão conosco nesses 67 anos de história." Por surgir de um anseio comunitário, a Rádio Independente sempre teve suas intenções voltadas à população. "É fundamental para sobrevivência de um grupo de comunicação fazer a sua contribuição junto à sociedade. Manter este laço estreito com os nossos ouvintes sempre foi prioridade."


"Tecnologia e pessoas são os focos do Grupo Independente"
Os desafios vividos pelas empresas na Era da Informação são compartilhados pelos veículos do Grupo Independente. "Nossa empresa passou por inúmeras etapas e inúmeros desafios. Ela se adequou e se disponibilizou a realizar as mudanças para se adaptar às realidades de mercado", diz o diretor executivo, Ricardo Brunetto. Para o empresário, a forma de geração do conteúdo de rádio, na essência, é a mesma. "O que mudou foi a entrega", salienta. "Seria estranho falar que também entregamos nosso produto no rádio - se estivéssemos há três anos, quando ele era, de fato, o nosso principal produto. Hoje, o rádio rompeu barreiras, por meio do online. Nos preparamos muito, especialmente em termos de investimento, nos últimos anos, para fazer com que nosso conteúdo fosse além", destaca Brunetto.

O grupo gera 80% daquilo que veicula diariamente. A interface entre o online e a redação e a busca do conteúdo na rua - com a ancoragem no estúdio - foram responsáveis por transformar o negócio no passado recente. E serão a aposta do futuro. "Hoje são diversas plataformas de convergência simultâneas nas quais entregamos conteúdo ao mesmo tempo em que estamos fazendo rádio. Independente AM e FM, o portal de notícias, a versão mobile, nosso canal na Net e a conta no Instagram", detalha. Além disso, o grupo está presente também no Facebook e no Twitter. "Esse tem sido o momento de maior transformação da empresa. Como gestor, o marco foi julho de 2017."

Para Brunetto, o rádio não vai deixar de existir. O receptor é a origem do negócio. O que vai deixar de existir é o dispositivo. "A tendência é que mude a forma de acesso, não o conceito. O conceito de companheirismo do rádio é muito importante", avalia. "O futuro para nós mudou. Ele é muito mais imediato. Ele acontece dia após dia. É para amanhã que precisamos de gestão e atitudes hoje. Queremos que as pessoas nos ouçam onde estiverem, independentemente de onde estiverem." A empresa também investe em pesquisa, justamente para se adequar às transformações do mercado. "Estamos preparados para décadas de trabalho pela frente."

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