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Inovação dá o tom de exposição do EJA no Sesi Lajeado

Mostra que ocorre até amanhã é aberta à visitação da comunidade

Créditos: Jean Peixoto
Um dos projetos apresentados era uma armadilha para a mosca das frutas - Clara Monteiro

Lajeado - Da insegurança ao protagonismo, alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), do Serviço Social da Indústria (Sesi) de Lajeado, apresentam projetos inovadores a colegas, familiares e comunidade até amanhã. "No início, eles tinham medo de não chegar lá, mas agora estão ansiosos pela oportunidade de exibir os seus trabalhos", conta a orientadora pedagógica da entidade, Anice Maria Nunes. Do recolhedor de metal à palmilha anti-chulé, 25 projetos desenvolvidos por alunos de quatro turmas do EJA estão expostos na sala 103 do Sesi Lajeado. Cerca de cem estudantes participam da mostra, exibindo projetos desenvolvidos ao longo de três meses de trabalho. Conforme a orientadora, os próprios alunos identificaram situações problema e elaboraram soluções tecnológicas baseados em situações de seus cotidianos. "Tivemos muitas surpresas boas com a criatividade dos alunos. Saíram protótipos muito interessantes." A visitação aberta ao público começou ontem e segue hoje e amanhã, das 19h às 20h45min.

O analista de Educação, Daniel Bazanella, reitera que a mostra retrata um pouco da metodologia Sesi no trabalho com os alunos da EJA, destacando que o período de matrículas para o próximo semestre está aberto para quem tiver interesse, nos níveis Fundamental e Médio.

 

Solução simples

Quatro alunos da turma T3, Marcelo Graf, Miquel Wagner, Jucemara Zimmermann e Patrícia Noll, criaram uma maneira simples e prática de lidar com um problema que todos têm, ou podem vir a ter: o chulé. Usando materiais baratos, como bicarbonato de sódio, folha emborrachada, folhas de lavanda e feltro, eles criaram palmilhas que retêm a umidade e ainda proporcionam uma leve fragrância. "Nossa maior questão era como colocar o bicarbonato de sódio nos sapatos, então o colega deu a ideia de colocarmos em saquinhos. Nós fizemos de feltro, mas poderiam ser feitos usando alguma camisa velha, por exemplo", explica Jucemara. A ideia é que não se precise fazer uso de produtos específicos, que muitas vezes tem perfumes muito fortes e que incomodam o usuário. "Usamos a lavanda, mas ela poderia ser substituída facilmente por folhas de laranja, limão, ou qualquer aroma que a pessoa preferir", comenta Miquel. Segundo Jucemara, que testou o protótipo, ele cumpriu muito bem sua função. O grupo afirma que a palmilha teria uma validade de mais ou menos um mês.

 

Saiba Mais

Nesta segunda (5): Projetos da turma T3 - Mosca da fruta, Recolhedor de metal, Produtos biodegradáveis e recicláveis, Chulé, A reutilização da máquina de lavar.
Nesta terça (6):  Projetos da turma T5 - Alimentação de animais, Conserto em telhas de fibrocimento, Energia eólica, Ferramenta de trabalho marreta, Ambiente sustentável. Projetos da turma T6 - Melhorias no setor frigorífico, Um carteiro especial, Pega-rato, Cadeira robótica, Um novo gosto para o chimarrão, Escova de limpeza, Sistema Pratik.
Nesta quarta (7): Projetos da turma T8 - Economia de água descartada das caixas acopladas, O melhor aproveitamento de papel, Qualificação da plataforma do tombador, Isolante térmico com material reciclado.

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