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Jornada do Sorvete cresce em número de expositores

Agagel comemora o sucesso também em participação de fornecedores e associados

Créditos: Fabiane Gomes
- Assessoria de Imprensa Agagel/divulgação

Lajeado - Com dois dias de programação, a 19ª Jornada do Sorvete terminou nesta sexta-feira, com participação de cerca de 300 sorveteiros de várias regiões do Estado, no Weiand Hotel. Em 2018, também cresceu o número de expositores. O presidente da Associação Gaúcha das Indústrias de Gelados Comestíveis (Agagel), Vanderlei Bonfante, ressalta que, em edições anteriores, era difícil completar 30 estandes. Já este ano, a procura ultrapassou a expectativa, chegando a 37, com lista de espera. Compara o evento com a feira paulista Fispal, que é referência no ramo alimentício. "Ela está perdendo espaço, enquanto esta, em Lajeado, ganha cada vez mais expositores. Acredito que a grande procura seja pela troca de informações, em evento fechado. Os fornecedores e clientes ficam hospedados dois dias no hotel, trocando informações e experiências. Uma grande vantagem, já que a Jornada do Sorvete atende diretamente o dono da empresa e seus gestores. E o retorno é muito maior." Ele destacou as tratativas de implantação de um selo de qualidade e a criação do Arranjo Produtivo Local (APL) do setor.

Apesar de produzir um dos melhores sorvetes do país, o Estado continua com o perfil muito mais voltado à importação do que à exportação. "Queremos mudar esta realidade. Por isto, nesta edição, trouxemos pessoas novas, com perfil empreendedor e palestrantes de peso, como o fundador da Startup Pegaki, João Cristofolini, um rapaz de 27 anos, dono de sete empresas e autor de seis livros. E Aldo Baccarin, com mais de 30 anos de experiência no ramo de sorvete. São pessoas assim que queremos trazer para mostrar qual o melhor caminho para transformar nossa realidade", destaca Bonfante.

Jovem empreendedor
O jovem empreendedor João Cristofolini ressalta que as redes sociais trazem uma grande quantidade de informação, que nasce da conexão de assuntos e de conhecimentos diferentes. Os empresários e gestores têm a obrigação de estimular e incentivar seus funcionários. Seu primeiro livro foi publicado há mais de dez anos e nasceu como um negócio. "Ninguém cria um bom empreendimento sozinho, temos que depender sempre de pessoas. Eu sabia que talvez sozinho teria uma probabilidade muito pequena de escrever um livro de sucesso e que fosse bem-aceito no mercado. Tive a brilhante ideia de convidar outros empreendedores e autores consagrados para relatar o que aprenderam. Esse livro foi notícia em vários canais, inclusive na revista Exame, um dos veículos mais importantes para quem quer seguir este caminho." Depois da primeira obra, já escreveu mais seis que destacam a educação, inovação e mudança na forma de pensar, agir e empreender.

Para Cristofolini, ser um bom empreendedor exige resiliência e a capacidade de errar. Infelizmente, o brasileiro tem uma imagem muito equivocada com relação a sucesso e fracasso - acha ruim começar um negócio e não dar certo. Ao contrário dos Estados Unidos, onde errar e fracassar é algo normal e indispensável para criar qualquer inovação. "Lá, se um investidor tiver que optar entre dois empresários que precisam de dinheiro para gerir seu negócio, se um deles já teve três sorveterias e as três fracassaram, certamente ele estará mais preparado para o investimento. Pois, para os investidores americanos, o que fracassou já sabe o que fazer para não cometer os mesmos erros, ao contrário do empresário que nunca errou, falhou ou nunca tentou."

Gerente expediente
Um dos maiores conhecedores de sorvetes do mundo, Aldo Baccarin foi gerente-geral da Kibon do Brasil por 30 anos, e encerrou o ciclo de palestras do evento. O engenheiro químico trabalha com análises e testes de sorvetes, principalmente com as superfrutas. "No Brasil, o açaí iniciou um processo de crescimento muito grande, com venda em torno de 300 mil toneladas/ano. E, em dez anos, este número tende a crescer para um milhão de toneladas", observa Baccarin, citando ainda o blueberry, mirtilo e romã, além da acerola, groselha, cupuaçu, kiwi e graviola.

Há uma década, o profissional acompanha os empresários da Agagel e gosta de seu perfil empreendedor, pois investem na educação e no treinamento dos colaboradores e sucessores, além do fato de terem um crescimento robusto devido à boa organização. "No Estado, o Vale do Taquari, onde se concentra a indústria de sorvetes, cresce a cada ano. E isto deve-se à ousadia dos empresários que se reúnem com extrema eficácia e trabalham em conjunto no ramo do sorvete, com boa produtividade na região e com uso de ingredientes locais para seus produtos." 

Quanto ao sorvete no palito, Baccarinn antecipou algumas tendências como produtos voltados para a terceira idade e a os inovadores sabores salgados. Destacou ainda que as pessoas não compram apenas produtos, mas também imagem, personalidade, sinceridade e confiança. "Considerem a incerteza como uma oportunidade para vocês ganharem dinheiro. Na vida é assim: os mais espertos chegam primeiro."

Novos sabores
Entre os participantes da exposição de fornecedores, organizada para prospectar e gerar negócios, esteve a paulista Doremus. Apresentou lançamentos como os sabores direcionados para o segmento de gelateria recentemente apresentados na Fispal. Conforme o supervisor de vendas Carlos Ribeiro, o destaque fica para as opções 100% natural, como pistache e avelã, e as mesclas que atendem às tendências do mercado, não contendo adição de aromas e corantes. Participando pela segunda vez da Jornada, ele ressalta a importância de estar presente no evento que reúne os principais sorveteiros do Rio Grande do Sul e antecipa: "Agora temos um projeto para realmente fazer um trabalho direcionado a todos os associados da Agagel".

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