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Jubileu duplo marca 50 anos de sacerdócio e bodas de ouro

Padre Hugo Bersch e o casal Dolores e Roque Bersch comemoram com familiares e amigos

Créditos: Rita de Cássia
Padre Hugo Bersch celebra 50 anos de sacerdócio - Rita de Cássia

Arroio do Meio - Uma cerimônia repleta de boas recordações, histórias curiosas, emoção e carinho marcou a celebração dos 50 anos de sacerdócio do padre jesuíta Hugo Bersch (83), na Capela São Francisco de Assis, comunidade de Dona Rita.Também lembrou as bodas de ouro do casal Roque Danilo e Dolores Bersch. A missa festiva foi celebrada pelos padres Zeno Graeff, Érico Hammes, Marino Bohn, Roque Hammes, Valdir Biasibetti, Décio Weber, Idinei Zen; também o bispo titular de Sinop (MT), Dom Canísio Klaus e o bispo emérito, Dom Gentil Delazeri. 

Padre Hugo
Pessoa simples e de bem com a vida, padre Hugo Bersch estava bastante emocionado em ver tantos familiares, amigos e pessoas da comunidade reunidos para a celebração. "Agradeço a Deus em poder estar aqui hoje na comunidade onde nasci e cresci, e onde percebi os primeiros chamados para o seminário", comenta. Padre Hugo viveu com os pais até os 14 anos e depois seguiu firme e forte em sua vida religiosa. Trabalhou em São Leopoldo, onde também estudou Teologia; atuou durante 14 anos em santuários do Rio Grande do Sul e fora dele; outros cinco anos e meio em Moçambique, na África; e dois anos em Bogotá, na Colômbia, onde fez o mestrado. Atualmente é auxiliar do pároco na Paróquia São Pedro Canísio, em Itapiranga (SC). "Gosto imensamente de trabalhar com os jovens e me sinto muito feliz também em ajudar os idosos e enfermos", destaca padre Hugo, que também tem papel importante nos atendimentos religiosos aos pacientes do hospital em Itapiranga.

Casal
O casal de professores Roque Danilo e Dolores Bersch celebrou junto ao padre Hugo - que é irmão de Roque - os 50 anos de união matrimonial. Família reunida, depoimentos, recordações de tempos difíceis e de superação, deram o tom da cerimônia. Têm sete filhos e sete netos. "Encontrei na pessoa da Dolores alguém que compartilhava comigo a vontade ter uma família numerosa. Quando nos casamos, falamos um ao outro: vai dar certo, mesmo nas dificuldades, vai dar certo. E foi assim a decisão para a nossa união", conta Bersch. A esposa Dolores relembrou o início do namoro, pois na época ela havia ido trabalhar em meio aos índios no Mato Grosso - onde permaneceu por três anos. A comunicação com o amado era por cartas, muito bem guardadas até hoje. Emocionada, também recordou que recebia semanalmente uma carta de sua mãe, escrita em alemão, que encerrava sempre com a frase Gott segne dich - Deus te abençoe.

A cerimônia religiosa e o almoço de confraternização foram carinhosamente preparados por familiares, que não mediram esforços para que tudo fosse especial para todos. "É um momento de intensa gratidão a Deus pela vida; e a cada um dos jubilares, pela dedicação em seus propósitos. Emociona, pois a vida e os convívios apresentam dificuldades, mas apesar disso, celebramos e nos alegramos juntos. Amar é isso", destaca a filha Adriana Lúcia Bersch. Entre familiares e amigos que acompanharam a celebração, estavam também o reitor da Univates, Ney Lazzari e esposa.

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