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Lixo eletrônico tem que ser descartado do jeito certo

Coleta, destinação adequada e reciclagem evitam que materiais fiquem expostos no meio ambiente

Créditos: Matheus Aguilar
DESTINO CORRETO: no pavilhão da empresa, Franklin Pedro Klein identifica equipamentos - Matheus Aguilar

Lajeado - Em um pavilhão da Avenida Senador Alberto Pasqualini, Bairro Universitário, Franklin Pedro Klein realiza um trabalho cada vez mais importante para o meio ambiente. É ali que fica a empresa de coleta, descarte e reciclagem de lixo elétrico e eletrônico criada por ele há pouco mais de um ano.

Formado em Mecatrônica e Robótica, Klein faz do trabalho sua diversão. "Além de evitar que esses materiais sejam descartados incorretamente, tudo o que chega tento recuperar. Gosto de mexer nos equipamentos e, na maioria das vezes, eles têm pequenos defeitos que são solucionáveis", revela. Quando o equipamento pode ser consertado, é colocado à venda. "Algumas coisas também são doadas para instituições ou famílias comprovadamente carentes", comenta Klein.

No local, ele faz o gerenciamento dos resíduos sólidos, identificando a quantidade e emitindo um diagnóstico da situação. O levantamento inclui a origem, volume, caracterização e formas de destinação e disposição final dos resíduos. "Faço a coleta, transbordo, separação e destinação final. Se for muito material, realizo o transporte do local para cá. Se for alguém querendo se desfazer de um equipamento em casa, é só me trazer aqui", frisa.

Segundo o empresário, um equipamento vira lixo eletrônico a partir do momento em que passa a ser obsoleto para o proprietário. "A evolução tecnológica é muito veloz e tudo fica ultrapassado rapidamente. Tem quem queira sempre estar com o que há de mais moderno, tem quem busque a praticidade da mobilidade. O maior problema é que os eletrônicos se tornam obsoletos", acredita.

Descarte consciente
Nos municípios de Anta Gorda, Colinas, Ilópolis, Imigrante, Poço das Antas, Putinga e Roca Sales, Franklin Pedro Klein já promoveu ações para descarte consciente do lixo elétrico e eletrônico. "Muita gente ainda larga esses materiais na rua, mas a coleta normal do lixo não recolhe. Os equipamentos liberam substâncias tóxicas no meio ambiente, alguns têm metais pesados na composição."
De acordo com Klein, televisores de tubo, por exemplo, contêm fósforo e urânio em sua composição. "Mas os grandes inimigos são o toner de impressoras, pilhas e lâmpadas fluorescentes, que ainda não conseguimos dar uma melhor destinação", afirma.

Licenças
Para poder trabalhar, Franklin Klein precisa de licença ambiental, de transporte e para o veículo que realiza a coleta. "Tudo precisa ser certificado, pois esse é o tipo de lixo mais perigoso que existe. E depois de desmontado, vai tudo para empresas que também são certificadas", afirma. Cada componente tem uma destinação final adequada.

Saiba mais
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