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Mais de 22 mil processos foram julgados em Lajeado em 2017

Balanço foi apresentado na tarde desta quarta-feira

Créditos: Matheus Aguilar
- arquivo/O Informativo do Vale

Lajeado - Os juízes do Fórum da Comarca de Lajeado julgaram 22.155 processos em 2017. Como são seis magistrados que atuam no local, cada um deles julgou, em média, 3.692 casos no último ano. Pouco mais de 60 processos foram extintos por dia, se a divisão levar em conta todos os 365 dias do ano que passou.

Diretor do Foro da Comarca de Lajeado, Luís Antônio de Abreu Johnson, destaca a atuação do Poder Judiciário no período. "Tivemos conquistas importantes, como a interdição do Presídio Estadual de Lajeado (PEL), com a limitação na quantidade de detentos. Só isto já melhorou muito o ambiente carcerário", afirma.



Ele lembra, também, a certificação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para a Oficina de Divórcio e Parentalidade. "É um projeto que funciona no momento da dissolução do matrimônio ou resolução de conflitos familiares de toda espécie. Já foram mais de 350 pessoas atendidas e o CNJ reconheceu este trabalho como uma das boas práticas da Justiça na região", diz Johnson.

A resolução de conflitos através da mediação, implementada na comarca em 2017 com o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), recebe destaque do magistrado. "Temos mais de 40 mediadores voluntários e que tiveram papel fundamental na solução de conflitos. As pesquisas de satisfação realizadas nos casos que chegaram a um desfecho satisfatório apontam que mais de 90% das pessoas ficaram extremamente satisfeitas com a mediação", afirma o juiz.

Criminal
Nas Varas Criminais, a celeridade mereceu elogios do diretor do Foro. "Na 1ª Vara Criminal, é preciso destacar o trabalho do juiz Rodrigo de Azevedo Bortolli, que conduziu sessões de julgamento de crimes graves, especialmente de homicídios, em menos de um ano de processo. O trabalho na 2ª Vara Criminal, com o doutor Paulo Meneghetti, também foi ágil e com boa jurisdição sobre o presídio", descreve Johnson.

Cível
Aproximadamente 60% da movimentação de processos da comarca de Lajeado são oriundos de casos sob responsabilidade das Varas Cíveis. "O trabalho das duas Varas Cíveis são fundamentais. São questões envolvendo indenizações, contratos de compra e venda, entre outras coisas. É uma grande atuação da juíza Carmen Luiza Rosa Constante Barghouti", refere o diretor.

Pedidos de urgência
O período do recesso forense, que começou em 20 de dezembro e segue até sábado, também foi movimentado no Fórum. "Foram examinados mais de 300 pedidos de medidas de urgência. Os principais casos eram de solicitações de medicamentos de uso contínuo, vagas em UTI especializada e cirurgias especializadas", diz Johnson. Segundo ele, embora de recesso, o plantão do Judiciário atua sempre.

Novidades
Para 2018, a implementação do processo eletrônico deve ser expandida para as áreas cível e criminal. O sistema deve estar funcionando a pleno no período de um ano e meio a dois anos. "Será o fim da papelada", diz Luís Antônio de Abreu Johnson.

Já em fevereiro deve começar a funcionar a sala multiuso do Fórum. "Vai ser um avanço importante, especialmente nos casos em que as testemunhas arroladas são de outras cidades e para os depoimentos especiais de crianças e adolescentes vítimas de abusos sexuais", destaca o magistrado. No caso das testemunhas de outras cidades, conforme Johnson, a medida vai diminuir custos com escoltas e transferências de detentos. "Por lei, os detentos tem direito de acompanhar a audiência. Com este sistema, ele não irá mais para a cidade onde a testemunha vai ser ouvida, mas virá para o Fórum de Lajeado", explica. Já no caso dos depoimentos especiais de menores de idade, as videoaudiências permitirão uma forma segura de ouvir as vítimas.

Saiba mais
A comarca de Lajeado atende oito municípios. São eles: Lajeado, Cruzeiro do Sul, Santa Clara do Sul, Forquetinha, Canudos do Vale, Sério, Marques de Souza e Progresso.

Os juízes da comarca são:
Carmen Luiza Rosa Constante Barghouti (2ª Vara Cível);
Luís Antônio de Abreu Johnson (Vara de Família e Sucessões e Cejusc);
Paulo Meneghetti (2ª Vara Criminal);
Rodrigo de Azevedo Bortolli (1ª Vara Criminal).

Os pretores são:
João Gilberto Marroni Vítola (1ª e 2ª Vara Cível e JEC);
Ney Alberto da Motta Vieira (2ª Vara Criminal e Jecrima).

 

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