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Moradores aguardam fim da obra do posto de saúde

Com mais de um ano de atraso, ampliação e reforma ainda não têm data de conclusão definida

Créditos: Jean Peixoto
Estruturas inacabadas e acúmulo de lixo são perceptíveis no entorno do prédio - Lidiane Mallmann

Lajeado - Paredes sem janelas, portas cobertas com tapumes, entulhos acumulados no entorno, instalações elétricas e hidráulicas por fazer. É com este cenário que se depara quem transita pela Rua Paul Harris, onde, até 2015, funcionava a Unidade Básica de Saúde (UBS) do Bairro Campestre. Licitada pela primeira vez em novembro de 2016, a entrega da obra de ampliação e reforma do posto deveria ter ocorrido em 5 de maio do ano passado. No entanto, o prédio segue 35% inacabado.
Francine Caumo Casotti (36), moradora do Campestre há mais de 12 anos, comenta que a unidade de saúde faz muita falta, especialmente para os idosos. "Tem muitas pessoas de idade que buscavam atendimento no posto e agora precisam se deslocar até o São Cristóvão", comenta. Segundo ela, o local tinha um atendimento muito bom. "Eu mesma quase não utilizava, mas a minha mãe sempre buscava assistência odontológica ali e era muito bem atendida", afirma.
Antes das obras, a aposentada Doralice Zimmer (59) se deslocava apenas alguns metros, até o outro lado da rua, para buscar medicamentos e ter atendimento médico. Hoje, ela precisa caminhar cerca de 20 minutos até o posto do São Cristóvão, pois não há linhas de ônibus disponíveis. Seu esposo, Claudir José Zimmer (63), questiona a qualidade do serviço da empresa de construção civil. "A estrutura está quase sem base. Quanto mais chove, mais o aterro desce. É um perigo", salienta. Ele comenta que já deu carona para vizinhos que, precisando de atendimento médico e não tendo carro, se viam obrigados a caminhar até o outro bairro. "É um absurdo. O atendimento era muito bom, até que decidiram fazer essa reforma", destaca.

Licitação
A prefeitura explica que, em 7 de novembro de 2016, a empresa vencedora da licitação iniciou as obras, que foram interrompidas em 2017 devido ao atraso de repasse de recursos do governo federal. O prazo de vigência do contrato com a construtora e tempo para conclusão dos trabalhos terminou em junho deste ano. Uma nova licitação foi aberta. Em 1º de outubro, foram recebidas propostas e documentos de habilitação de seis empresas interessadas.
As empreiteiras têm até a próxima terça-feira para apresentar recursos ou contestar o resultado da licitação. A partir daí será estabelecido o valor total da obra. A etapa seguinte será a formalização do contrato entre o município e a vencedora da licitação, que terá um prazo de 90 dias para concluir as obras a partir da emissão da Ordem de Início de Serviços.

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