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MPT na Escola capacita municípios dos vales do Taquari e Rio Pardo

Representantes de Arroio do Tigre, Boqueirão do Leão, Brochier, Candelária, Encantado, Ibarama, Lagoa Bonita do Sul, Santa Cruz do Sul, Sobradinho, Taquari, Teutônia e Vera Cruz participaram do evento

Créditos: MPT
- MPT/divulgação
Santa Cruz do Sul - O Ministério Público do Trabalho (MPT) realizou, na sexta-feira (2), capacitação do MPT na Escola para 12 municípios dos vales do Rio Pardo e Taquari que aderiram ao projeto. Ao todo, 42 representantes de Arroio do Tigre, Boqueirão do Leão, Brochier, Candelária, Encantado, Ibarama, Lagoa Bonita do Sul, Santa Cruz do Sul, Sobradinho, Taquari, Teutônia e Vera Cruz foram sensibilizados sobre importância e necessidade do combate ao trabalho infantil e capacitados para a implementação de todas as etapas do projeto no âmbito de cada município. O encontro foi realizado no plenário da Câmara Municipal santa-cruzense. O público foi formado por diretores, vices, coordenadores pedagógicos e professores de escolas municipais, secretários e supervisores de Educação, mais assistentes sociais, psicóloga e monitora do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Santa Cruz do Sul.
 
A capacitação integra o projeto Resgate a Infância do MPT, que se divide em três eixos: o Profissionalização, voltado a empresas e ao preenchimento das vagas reservadas por Lei a aprendizes; o Políticas Públicas, voltado aos municípios, com o objetivo de articular e fortalecer a rede de proteção da criança e do adolescente; e o Educação, voltado, através do MPT na Escola, a escolas de Ensino Fundamental da rede pública. A proposta é trabalhar o tema em atividades em sala de aula, do 4º ao 7º ano, sensibilizando os envolvidos para o problema.
  
A capacitação foi ministrada pelas procuradoras do MPT Patrícia de Mello Sanfelici (lotada em Porto Alegre) e Enéria Thomazini (SCS), respectivamente coordenadoras nacional e regional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente (Coordinfância). Também auxiliaram no curso a chefe da Assessoria de Planejamento, Gestão Estratégica e Serviço Social (Apges) do MPT-RS, assistente social Vitória Raskin, e a analista jurídica Bruna Rossol (ambas de Porto Alegre).
 
As procuradoras esclareceram o público sobre a estrutura do MPT e suas metas institucionais, além do que é trabalho infantil, assim considerado toda forma de atividade econômica e/ou de sobrevivência, com ou sem finalidade de lucro, remunerada ou não, exercida por crianças e adolescentes que estão abaixo da idade mínima para entrada no mercado de trabalho (no Brasil, 16 anos). Abordaram, ainda, os mitos e prejuízos dele advindos e apresentaram o Projeto Resgate a Infância, pelo qual o MPT promove o combate ao trabalho infantil.
 
 
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