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Normalistas do Madre Bárbara comemoram 50 anos de formatura

Formandas da turma de 1968 reencontram-se para lembrar os tempos de escola

Créditos: Naiâne Jagnow/ Gigliola Casagrande
- Naiâne Jagnow

Lajeado - O Dia do Amigo, celebrado nesta sexta-feira, foi especial para 17 ex-colegas. Estavam entre as 51 formandas de magistério da então Escola Madre Bárbara, em 1968. Cinco décadas depois, algumas se reuniram para relembrar os tempos de escola e colocar os assuntos em dia. Na Igreja Matriz Santo Inácio, ouviram com uma mensagem do padre Antonio Puhl. Conforme iam chegando, as conversas e os abraços aumentavam. "Mas o que tu estás fazendo agora?", pergunta uma. "Você não me tem no face, precisa me adicionar", comenta outra. Lilia Natalia Ruwer explica que elas têm a tradição de se encontrar desde que celebraram os 20 anos de formatura. Repetiam de cinco em cinco anos.

"Agora tentamos nos reunir todo ano. Seis colegas nossas já partiram, nós temos que aproveitar." Para facilitar as próximas reuniões, decidiram criar um grupo no Whatsapp.  As lembranças vinham à tona a toda hora. Fantasiada de freira, Lilia remetia à época em que quase todas as professoras eram irmãs. Hortenila Pretto fez o primário, o Ensino Fundamental e o magistério no CMB. Mais tarde, ainda lecionou no colégio. Para ela, o encontro foi de pura nostalgia. "Podemos relembrar os tempos de infância e de estudo.

Foi um tempo de muitas brincadeiras, mas de muita coisa séria também." Recorda com carinho os domingos que levantava cedo para ir à missa. "Começava às 7h30min."O grupo fez uma visita no Colégio Madre Bárbara, sendo recebido pela vice-diretora, a irmã Anita Dal Piva, e pela coordenadora das Séries Iniciais,  irmã Iris Borges. Ao passar pelos corredores e salas, as formandas recordavam as travessuras. "Ao subir as escadas, a gente sempre tentava ver os cabelos das irmãs. Toda vez que conseguíamos era uma diversão", relembra Lea Craide Verenzuck. Para finalizar, as amigas se deliciaram com um almoço no restaurante Caixeral.    

Quem eram
Azenira Mallmann, Beatriz Maria Togni, Cecília Sciascia Hentges, Celi Heinrich, Claide Theresinha Sartori, Clara Solange Schbbach, Cléris Helena Fluckseder, Darly Agostini Schmidt, Diva Guzzon Alberton, Dorcelina Blum, Dulce Elaine Monteiro, Edel Maria Theves, Flavia Clarici Ritter, Hortenila Pretto, irmã Ignês Glória Tomasi, Inglah Terra, Iris Maria da Silva, Ivone Maria Trombini, Jussára Maria Ferreira Rodrigues, Léa Lopes Craide, Lenize Pedrazza de Oliveira, Lilia Natalia Ruwer, Lourdes Ritt, Maria Elizabeth Saldanha Klein, Maria Elvira Schweitzer, Maria Inez Sbaraini, Maria Luiza Mayer da Silva, Maria Suzana Kreutz, Marilene Teresinha Pretto, Marlene Lenz, Marli Teresinha Gehlen, Marli Weimer, Marlise Richter, Merice Maria Schmidt, Mirna Zuleica Sulzbach, Mara Suzana Pinto, Nancy Craide Leal, Nicia Mara Fagundes, Rachel Bizarro Monteiro, Rose Cler Schardong, Roseli Iager Heller, Rosali Schneider, Sandra Lopes, Soenir Inês Iung, Suely Maria Schneider, Suely Marlize Maioli, Tânia Maria Thomas, Vilma Hoch Mallmann, Virgínia Eick, Zilá da Silva, Zilda Soares Borges.

Em questão
Coordenadora pedagógica do Madre Bárbara, Justine Thomas:

1 O Informativo do Vale - O curso de magistério no Madre Bárbara terminou, mas foi uma marca na história. Como avalia a importância do colégio na formação de professores?
Justine Thomas - O Curso de Magistério no Colégio Madre Bárbara, ao longo de sua história, foi referência na cidade e região. Na busca constante pelos ideais da educação, sempre cumpriu com a sua missão, de formar profissionais comprometidos com o fazer pedagógico, íntegros e que tivessem paixão pela profissão. Exemplo, dedicação e comprometimento sempre foram os alicerces deste curso. Formaram-se 1.987 professores ao longo dos 70 anos de curso, muitas gerações passaram por aqui e que até hoje continuam exercendo esta magnífica profissão com muito êxito, inclusive muitos compondo nosso corpo docente.

2 O Informativo do Vale - Apesar do término do curso, a missão de educar continua sendo bandeira do colégio...
Justine Thomas - Acredito que seja importância do colégio na formação de professores seja um diferencial e uma grande missão que até hoje nos identifica com nossos princípios, valores, metas e no jeito de educar. Damos continuidade ao acolhimento e à educação de crianças e jovens, garantindo um processo formativo integral e inovador, que possibilita o desenvolvimento do senso crítico, da ética, da solidariedade e da cidadania, visando uma ampla formação humana e acadêmica.

3 O Informativo do Vale - A turma de 1968 completa 50 anos de formatura e resolveu se reunir. Qual a importância dessa tradição?
Justine Thomas - Acolhemos com muito carinho a todos os grupos que retornam à escola e temos a satisfação de apresentar a estrutura atual. Relembrar os tempos vividos dentro da instituição é resgatar emoções, muitas histórias e saudades. É muito emocionante acompanhar estes grupos, pois lembram de muitos detalhes que marcaram suas passagens pela escola. Encontram colegas que nunca mais tiveram contato, que moram em outras cidades, às vezes muito distantes e que, neste encontro, aproveitam para recordar.

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