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Núcleos Empresariais da Acil geram experiências positivas

Micro e pequenos empresários comemoram a oportunidade de obter novos conhecimentos

Créditos: Rita de Cássia
RESTAURANTE: Nilson de Borba, um dos sócios proprietários do Ki-kão - divulgação

Lajeado - Os Núcleos Empresariais da Acil - o programa Empreender de cara nova - vão além da ideia de promover o empreendedorismo. Querem chamar o micro e pequeno empresário ao desafio. E o compartilhamento de informações não significa abrir os segredos do negócio, mas unir forças para o crescimento de cada um e de todos. Conforme a gestora do Empreender e coordenadora de Recursos Humanos da Acil, Mônica Tesch Müller, cada um percebe que, juntos, são mais fortes. "Sozinho é mais difícil, mas unidos podem aprender e crescer mais", explica. Para a consultora do Empreender, Vera Azevedo - profissional que a Associação Comercial e Industrial de Lajeado manterá até que os grupos tenham autogestão e os coordenadores sejam escolhidos - acredita que esta é uma oportunidade que fortalece as empresas como um todo.

Constante qualificação
Entre os integrantes do Núcleo de Restaurantes, está um dos proprietários de Kikão Lanches, Nilson De Borba, que aprova os encontros e participa de praticamente todas as atividades propostas - sejam workshops, palestras ou visitas técnicas. "Está sendo muito bom pelo conhecimento adquirido e troca de informações", conta. O restaurante e lancheria do qual é sócio proprietário é um dos mais tradicionais da cidade e completa 37 anos em 22 de julho. O segredo para o sucesso é nunca parar de buscar melhorias. "Sempre temos algo a aprender", afirma. Das reuniões, De Borba destaca a importância da troca de experiências com pessoas que vivem uma rotina parecida ou têm histórias diferentes para compartilhar. "Em alguns aspectos ainda estamos bem atrasados. Os restaurantes da Serra Gaúcha, por exemplo, estão vários anos à frente. Mas nunca é tarde para recuperar isso", explica. As experiências têm rendido mudanças internas e novidades para os clientes. Como a contratação de uma nutricionista e de um novo escritório. E em breve, a informatização dos pedidos - deixando no passado as fichas de papel - deverá agilizar ainda mais o atendimento. "Nunca ficamos parados. Há sempre novidades e com o incentivo do núcleo, estamos em busca."

Aprendizado importante

A administradora do Hotel Zallon Executivo, Ema Rosa Lazzari Dallé, que integra o Núcleo de Hotelaria destaca a importância do aprendizado. "Somos conduzidos à elaboração e execução do planejamento estratégico, planejamento financeiro, análise de custos, receitas e resultados. E também, participação em seminários, palestras, reuniões e visitas à empresas", comenta. O grupo ainda desenvolve ações com capacitação direcionada para as atividades afins, treinamentos, compras coletivas, consulta jurídica e demais necessidades comuns. Além das orientações recebidas, Ema afirma que já foram foram feitos investimentos nas acomodações, sala de eventos, recepção, programas e softwares, além de melhorar a infraestrutura e as condições de trabalho. "A partir do momento em que você se reúne com pessoas do mesmo ramo de negócios, vai perceber que as demandas e necessidades são as mesmas, e as dificuldades idênticas. Então, com o o associativismo elaborando alternativas e estratégias, será mais fácil conduzir e alavancar o seu negócio. Não somos concorrentes, estamos num mesmo barco navegando em mar aberto. Me considero uma pessoa privilegiada por ter acesso a esse programa e poder implementar todos os conhecimentos adquiridos", completa.

Colegas de profissão
Monalisa Ledur destaca a experiência no Núcleo de Veterinários e Pet Shops. "Às vezes, temos algumas dificuldades na nossa profissão e achamos que esse é um problema só nosso. Quando tu tens um grupo, percebe que todos os teus colegas também passam por isso. Desde a compra do remédio, na dificuldade de lidar com alguns clientes ou questões junto ao Conselho. O programa promove a aproximação dos colegas. É uma oportunidade de conhecer pessoas que muitas vezes só ouvíamos falar", detalha a veterinária. 

Para ela, há muitos que ainda encaram o outro como concorrente e não como colega de profissão. "Quando nos conhecemos e trocamos ideias, isso gera uma grande afinidade", afirma Monalisa. Outro ponto fundamental é a troca de experiências. No núcleo do qual participa, já surgiu um subgrupo. "Eu tenho trocado muita informação com veterinários de Lajeado, algo que antes não acontecia. Falava com colegas de Porto Alegre, Santa Catarina, São Paulo e até dos Estados Unidos, e o mesmo não ocorria com pessoas daqui. Quando surge uma dúvida, compartilhamos no grupo, e cada um manifesta a sua ideia e conhecimento a respeito", diz. Além disso, são oferecidas palestras aqui bem perto, o que antes só era possível em Porto Alegre, Caxias, Venâncio Aires ou outras cidades. "Por meio do grupo, essa realidade já está mudando. A gente consegue mostrar que em Lajeado tem veterinários e que estão se atualizando."

Troca de ideias
Marta Peixoto integra o grupo dos arquitetos. Segundo ela, o núcleo oportuniza o conhecimento em grupo. "O benefício maior é o conhecimento de pessoas com ideias diferentes da tua. Também a chance de crescimento pessoal e profissional, além de desenvolver um projeto democrático onde todos são ouvidos e suas opiniões respeitadas. A partir da troca de experiências, aprendi a ouvir mais e só agir quando todos já se expressaram. Aprendi que o planejamento vem antestreia a todas as ações desenvolvidas individuais ou em grupo. Em todo o processo de participação coletiva, quanto mais pessoas, melhor. Quanto mais pensarmos melhor é o resultado", explica a profissional. "Em grupo, pensamos em voz alta e, consequentemente, ouvimos mais. Temos mais respostas e mais caminhos a seguir. O sucesso vai ser maior e a possibilidade de erro muito menor. A força para vencer é muito maior em conjunto."

Empreendedorismo feminino
A presidente da Acil e empresária Aline Eggers Bagatini acredita que um dos principais desafios das mulheres empresárias ou que desejam empreender, é a dificuldade de assumir um compromisso profissional que possa prejudicar a sua vida pessoal, consumindo todo o seu tempo e sua energia no trabalho, em detrimento dos filhos e da família. Também existe a dificuldade de se enfrentar um mercado ainda muito machista e preconceituoso. "Muitas vezes, as mulheres precisam apenas de um apoio ou motivação para se fortalecer. Conhecer outras mulheres, suas experiências, e como encararam as oportunidades é inspirador e certamente vai fortalecer crenças para seguir em frente e vencer", explica. O formato dos encontros, periodicidade, temas e ações será definido pelas participantes, de acordo com seus interesses, por meio de palestras, cursos, visitas técnicas a empresas e reflexões. A próxima reunião do Fórum da Mulher Empresária será no dia 19 de junho, às 19h.

Confira na edição de amanhã a união de dois Núcleos Empresariais da Acil, que resultou na criação de um novo sindicato patronal no Vale do Taquari.

 

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