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Núcleos unem experiência e inovação

Empresários têm à disposição o apoio, a estrutura e a expertise da Acil

Créditos: Rita de Cássia
EMPREENDER: gestora Mônica Tesch Müller e consultora Vera Azevedo - Rita de Cássia

Lajeado - Promover o empreendedorismo no seu mais puro formato. Incentivar e desenvolver ideias. Unir pessoas com objetivos comuns. Inovar nos mais diversos segmentos. É assim que uma iniciativa da Acil, o Empreender, aproxima pessoas, projetos e sonhos. São empresários e empreendedores que vislumbram o crescimento dos negócios, a partir do compartilhamento de experiências e opiniões. A Associação Comercial e Industrial de Lajeado apostou nisso ainda em 2015. Mas foi com a implementação do programa que diferentes núcleos surgiram. A ideia deu tão certo que, mesmo após o fim do período de execução, em novembro do ano passado, a entidade resolveu manter os encontros, denominando-os de Núcleos Empresariais da Acil. 

A entidade coloca toda a estrutura à disposição, para que os grupos se reúnam, discutam ações pertinentes ao setor e participem de palestras e workshops. "A Acil tem um entendimento que esse empresário precisa ser assistido de alguma forma, então, abre essa porta e dá a oportunidade totalmente gratuita", comenta a consultora do programa Empreender, Vera Azevedo. Para a gestora do Empreender e coordenadora de Recursos Humanos da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), Mônica Tesch Müller, o projeto entra nas associações para abrir espaços para que os pequenos empresários encontrem sua identidade e desenvolvam-se. "A proposta é que eles venham, participem e continuem cada vez mais atuantes no movimento associativista."

O gerente da Acil, Antonio Juarez da Silva, acredita que com as reuniões em núcleos, os empresários têm a oportunidade de fortalecer suas características empreendedoras. "As empresas têm acesso à informação, atuam ao lado de seus concorrentes em ambiente favorável ao crescimento, trocam ideias, realizam compras em conjunto e promovem uma série de ações que comprovam a importância de atuar no meio associativista." Com a moderação de um consultor, são discutidos desafios e necessidades, na busca de soluções conjuntas. "O objetivo é contribuir para a quebra do isolamento da micro e pequena empresa, promover o associativismo e o desenvolvimento do negócio através de inciativas empreendedoras. A ideia básica é apoiar as empresas organizadas nos chamados núcleos setoriais, que foram identificados como segmentos econômicos estratégicos com potencial de crescimento."

Fortalecimento
Para a presidente da Acil, Aline Bagatini Eggers, foi importante para a entidade participar do programa inicial do Empreender, chancelado pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), por ter desenvolvido a metodologia própria de gestão dos núcleos. "A partir do final do ano passado, com o término do convênio que durou 18 meses, estamos conduzindo o processo de amadurecimento que leve à autogestão, à autonomia completa de cada grupo. Os próprios líderes formados e/ou aprimorados dentro de cada um deles serão responsáveis pela continuidade do desenvolvimento de novas ações e iniciativas conjuntas - tendo o associativismo como ferramenta catalizadora desses processos - que venham a estimular a competitividade dos negócios das empresas nucleadas."

Três grandes objetivos
1 O exercício prático e constante do associativismo como ferramenta de aglutinação e fortalecimento dos setores produtivos contemplados pelos núcleos
2 O aumento da competitividade dessas empresas e, assim, o fortalecimento da economia do município e região
3 A identificação, formação e desenvolvimento de novas lideranças empresariais que venham a ocupar cargos de relevo na diretoria de nossas entidades e, como resultado, conduzir de forma eficiente e eficaz o presente e futuro da economia

Empreender
O Empreender é o associativismo na prática. "Por meio dele, estamos conseguindo divulgar mais o trabalho e a missão da Acil. Trata-se de projeto que tem como objetivo capacitar as empresas e impactar pessoas. É preciso alinhar todos os pilares do empreendedorismo para que os resultados sejam sempre alcançados. É muito importante a participação das empresas nesse processo para que juntos possamos ir cada vez mais longe. O Empreender, na Acil, é uma maneira eficaz de trocar experiências, aprimorar serviços e fidelizar clientes. O associativismo, junto com o cooperativismo, tem papel fundamental no desenvolvimento econômico do nosso município e do Vale do Taquari", explica o gerente da Acil, Antonio Juarez da Silva.

Conforme a consultora do programa, Vera Azevedo, é um projeto da Confederação da Associações Comerciais do Brasil (CACB), em parceria com o Sebrae. A Acil aderiu à ideia participando de edital nacional de divulgação do mesmo. São núcleos setoriais que existem em todo o país, e com bastante força em Santa Catarina. "A Acil implementou a ideia pensando no micro e pequeno empresário que está lá na sua empresa, às vezes um pouco isolado, e que no grupo possa participar de atividades que talvez não faria sozinho", comenta a consultora, Vera Azevedo.

Há uma forte adesão de restaurantes locais e cidades vizinhas. A Acil permite que empresários de fora de Lajeado também participem, pois entende que é algo para o Vale do Taquari. Em novembro, o projeto Empreender encerrou suas atividades em Lajeado, mas a Acil entendeu a importância de manter os grupos. Estão sendo eleitos coordenadores para cada um dos grupos. Além disso, a entidade coloca toda a sua estrutura à disposição. Também manteve o serviço de consultoria da Vera Azevedo - que permanecerá até o momento em que os núcleos passem a ter autonomia. Assim os Núcleos do Empreender, passam a atuar como Núcleos Empresariais da Acil. A troca de experiências é um dos grandes benefícios. "Os pormenores de cada setor, como cada um resolve determinado problema, tudo é objeto de compartilhamento e aprendizado", afirma Mônica.

Hotelaria
Este foi o primeiro grupo a ser formado. E praticamente todos os hotéis do município participam, inclusive alguns de Encantado, Teutônia e Estrela. Um dos maiores ganhos - além de cursos técnicos, de camareiras, garçons e outros - é a formação do sindicato patronal dos hoteleiros e restaurantes da região, que une dois grupos. O processo é demorado, mas está em andamento.

Arquitetos
A consultora do Empreender, Vera Azevedo, destaca que o grupo dos arquitetos decolou e fez várias atividades juntas. Um dos destaques é a grande representatividade com dez estandes na Construmóbil 2017. "Muitos relatam que, após a experiência, tiveram uma maior visibilidade", conta. O grupo também participa ativamente do Fórum das Entidades, na contribuição do novo Plano Diretor. São realizadas reuniões semanais, com discussões e propostas para a prefeitura.

Veterinários e pet shops
O grupo tem se fortificado e quer ir além das informações técnicas, promovendo capacitações, como a já realizada sobre a leishmaniose, em que várias secretarias da Saúde do Vale foram convidadas. Também já foram criados subgrupos, nos quais integrantes trocam informações sobre a rotina de trabalhos nos consultórios, atendimento ao público e problemas comuns dos profissionais da área.

Mulher Empresária
No início, o Fórum da Mulher Empresária era voltado somente à área da moda, mas foi ampliado para contribuir com o desenvolvimento da mulher empreendedora nos mais diversos segmentos. A ideia é possibilitar um ambiente de trocas de experiências, networking e inspiração. Além de temas voltados aos desafios da vida profissional, também será importante discutir os impactos da rotina da empresária na vida familiar, filhos e na vida social. Estes encontros serão destinados às que estão à frente dos seus negócios, independentemente de setor ou porte da organização. A próxima reunião será em 19 de junho, às 19h.

Restaurantes
O último a ser criado foi o de restaurantes, com foco nas principais necessidades dos empresários da área. "O projeto é livre e pode-se voltar conforme os anseios, seja ação de gestão ou de mercado", explica Vera Azevedo. O grupo apresentou, entre as dificuldades, a falta de um sindicato patronal no Estado do Rio Grande do Sul. E mais, em 2017, o dissídio de Lajeado foi discutido e acordado no Rio de Janeiro - com aumento de 9%. Os restaurante não conseguiram fazer esse repasse, houve demissões e vários problemas a partir disso. "Os restaurante então se uniram ao grupo de hotéis e formaram o Sindavat - Sindicato da Hotelaria e alimentação do Vale do Taquari, que está em formação."

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