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Obra da segunda célula do aterro sanitário está concluída

Vida útil da célula foi ampliada, gerando economia de R$ 500 mil anuais

Créditos: Assessoria de Imprensa de Teutônia
ATERRO: Executivo visitou as obras recentemente - Paulo Sérgio Rosa/divulgação

Teutônia - Foram concluídas recentemente as obras de verticalização da segunda célula do aterro sanitário do município, localizado entre a Linha Wink e Linha Geraldo. A medida amplia a vida útil da célula de três a quatro anos. Neste período, a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente pretende obter a licença ambiental - já encaminhada junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental - e construir a terceira célula.

O investimento da secretaria foi de R$ 98.346,83, aplicado na instalação da geomembrana, com espessura de dois milímetros em uma área de 2.069 metros quadrados, incluindo material, limpeza de superfícies com jato de alta pressão de ar e água, e mão de obra. A instalação da geomembrana foi feita pela empresa Autonomy Empreendimentos Ltda.

A etapa antes da instalação da geomembrana representou uma economia de aproximadamente R$ 370 mil aos cofres públicos. O trabalho de aterramento e terraplanagem do talude foi feita com maquinário próprio das secretarias de Obras e de Agricultura e Meio Ambiente, onde foram economizados R$ 170 mil. Também houve economia de cerca de R$ 200 mil na terra utilizada no talude, em que o excedente da terraplanagem das obras de ampliação da Calçados Beira Rio, no Bairro Canabarro, foi destinado ao aterro sanitário.

A própria decisão de verticalizar a segunda célula do aterro também significou economia aos cofres públicos. Até o início de 2017, tendo em vista da capacidade quase esgotada da segunda vala (aberta em 2010), havia a alternativa de enviar o lixo produzido em Teutônia para Minas do Leão, inclusive com pré-contrato com a Companhia Riograndense de Valorização de Recursos (CRVR) assinado. Entretanto, esta alternativa envolveria um custo superior a R$ 500 mil anuais no transporte e tratamento do resíduo. Em função disso, optou-se em verticalizar a vala.

O prefeito observa que o poder público fez a sua parte, investindo no aterro sanitário e ampliando sua vida útil. "A partir de agora, cada um de nós pode e deve ajudar a aumentar esse período de vida da célula, fazendo a reciclagem em casa para diminuir o número de resíduos no aterro. Ao mesmo tempo, precisamos reconhecer o importante trabalho realizado pela equipe da cooperativa, que viabiliza o trabalho no aterro, tirando dali o sustento de inúmeras famílias com a venda dos materiais recicláveis", enaltece.

Atualmente, o aterro sanitário recebe aproximadamente 14 toneladas de resíduos diariamente. Deste montante, 60% são rejeitos e vão para a vala. Os outros 40% são recicláveis, dos quais a Cootralto consegue recuperar mais de 90% e destinar à reciclagem e logística reversa.

O licenciamento ambiental para a terceira vala já foi encaminhado à Fepam. Assim que for liberado, a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente pretende iniciar as obras. Porém, os investimentos no local vão além. No ano passado foi instalado um portão eletrônico na entrada da propriedade. Em breve, o pavilhão de triagem receberá revestimento novo, devido à proximidade do inverno. Ainda está em fase de projeto futuro a construção de banheiros e vestiários novos. Também está nos planos a construção de uma sala de aula para educação ambiental, visto que o aterro tem recebido visitas de estudantes do município e região.

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