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Preço da gasolina tem aumento de 1,7% nos primeiros dias do mês

Último anúncio da Petrobras, que entrou em vigor à 0h de hoje nas refinarias, é de queda de 1,2% no preço do diesel e aumento de 1,4% para a gasolina

Créditos: Ana Kautzmann
AUMENTO: preço da gasolina subiu 1,7% no mês de novembro em Lajeado - Lidiane Mallmann

Lajeado - A Petrobras anunciou, ontem, novo aumento do preço da gasolina nas refinarias. A partir da 0h de hoje, o reajuste é de 1,4% para a gasolina e baixa de 1,2% no diesel. No mês de novembro, já é o quinto aumento realizado pela estatal na gasolina, que chega a acumular alta do preço em 8,6% nas refinarias. Em outubro, foram 12 aumentos, que acumularam 14,4%. Nos postos de gasolina de Lajeado, o preço da gasolina teve alta de 1,7% desde o início do mês.

Essas variações fazem parte da nova política de preços da Petrobras, que acompanha as oscilações dos combustíveis no mercado internacional. As alterações nos preços devem se manter entre -7% a 7% durante o mês, e se excederem para mais ou para menos deste valor estabelecido, como ocorreu nesta semana, os reajustes precisam ser autorizados pelo Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP) da Petrobras.



De acordo com nota divulgada pela estatal na segunda-feira, o reajuste desta semana se faz necessário diante o aumento das cotações dos produtos e do petróleo no mercado exterior e pela depreciação do valor do real frente ao dólar.

Preço da gasolina difere em Lajeado
A reportagem do jornal O Informativo do Vale fez, na tarde de ontem, uma pesquisa de preço em seis postos de combustíveis da cidade. Os valores analisados foram da gasolina comum, com pagamento à vista. O mais preço mais caro por litro foi R$ 4,28, e o mais barato, ainda sem reajuste no preço, R$ 4,09, uma diferença de 19 centavos.

De acordo com o gerente do posto com preço mais baixo, Rogério Telles, o valor só se manteve em baixa comparado a outros estabelecimentos, pela reserva de gasolina. "Nós não repassamos ainda o aumento porque tínhamos um tanque de gasolina no valor antigo, mas amanhã faremos o aumento e a gasolina vai subir para cerca de R$ 4,19" esclarece.

Com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no dia 1º de novembro, o preço médio da gasolina em Lajeado, era de R$ 4,10. Após a pesquisa realizada pela reportagem, o valor constatado, oito dias após, é de R$ 4,17, um aumento de 1,7% no preço repassado ao consumidor.

Para quem usa os veículos para trabalhar, como é o caso do representante de vendas, Martin Thomas, o aumento no preço da gasolina não passa despercebido. "Eu, infelizmente, preciso abastecer o carro quase todos os dias, então não tenho muito o que fazer quanto a esses aumentos, mas, às vezes, quando eu tenho tempo, faço uma pesquisa de preço e procuro esses postos que oferecem algumas vantagens" conta.

Tendência de mercado para driblar a crise
O empresário Evandro Fascina, que administra postos de combustíveis há 15 anos, comenta a questão de variações nos preços e afirma que nem sempre as reduções são repassadas aos postos. "O que acontece, muitas vezes, é que a Petrobras aumenta os preços, as distribuidoras aumentam e mesmo quando a estatal anuncia a baixa, muitas distribuidoras não diminuem o valor total anunciado e acabam ficando com a margem para eles, isso nos prejudica" explica.

Para Fascina, a tendência de mercado, assim como já acontece fora do Brasil, é ter rentabilidade nos "acessórios" dos postos de combustíveis. "A solução hoje é investir em acessórios, como uma loja de conveniência, uma padaria ou uma troca de óleo, agregando outros negócios junto ao posto. Caso isso não aconteça, a longo prazo, ou as pessoas vão migrar para outros segmentos que não sejam os postos, ou vão quebrar, isso vai depender da estratégia de cada um" explica.

Mesmo em cenário de crise, Fascina explica que no primeiro semestre deste ano, o posto teve crescimento de 72% por conta de um aplicativo. "Nós ingressamos com o aplicativo Abastece Aí, que dá desconto na gasolina. Durante o primeiro semestre, nós dobramos a venda de litros de combustível graças a ele" conta.

Em outubro, o cenário foi o mais difícil, explica Fascina. Segundo ele, a maioria dos postos de Lajeado vendeu combustível a preço de custo e, diante disso, aconselha: "Nós vivemos um mundo novo nos negócios, quem conseguir performar de uma maneira mais otimizada e conseguir criar algo novo, estará bem, se não...".

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