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Prefeito e moradores do Jardim do Cedro discutem construção de galpão

Encontro terminou com outra reunião marcada, desta vez para segunda-feira

Créditos: Julian Kober
Marcelo Caumo ouve posição sobre obras para famílias da ERS-130 - Rafael Scheeren Grün/divulgação

Lajeado - A transferência das famílias que vivem na Vila dos Papeleiros - da ERS-130 para um loteamento entre os bairros Jardim do Cedro e Santo Antônio - foi tema de uma reunião realizada ontem, na prefeitura, entre o prefeito Marcelo Caumo e moradores. Um dos principais alvos da reclamação da comunidade é sobre a possibilidade de instalação de um galpão para triagem dos materiais e acúmulo de lixo no local. Entre as autoridades, estavam os vereadores Mozart Pereira Lopes (PP), Neca Dalmoro (PDT) e Paulo Tori (PPL). A construção das casas segue interrompida desde quarta-feira, após a manifestação dos moradores do Jardim do Cedro. Uma nova reunião entre o prefeito e a comunidade será realizada na próxima segunda-feira.

Para Caumo, a reunião foi um momento importante para explicar para a comunidade sobre o projeto de remoção das famílias da Vila dos Papeleiros. "Estamos avançando, não na velocidade que gostaríamos, mas de forma pacífica e consensual", afirma. Ele revela que o encontro de ontem serviu para mostrar o terreno onde serão construídas as moradias populares e terá início o loteamento popular no Bairro Santo Antônio. "Uma primeira etapa foi a discussão sobre a área e a utilização para moradias. Foi o que aconteceu nesta reunião, e eles compreenderam onde serão instaladas as casas. Na segunda-feira, teremos um novo momento para apresentação dos projetos das residências", adianta.

De acordo com Caumo, a discussão sobre a construção de um pavilhão para estoque dos materiais vai ser feita mais adiante. "Será uma próxima fase, quando debateremos se a atividade de triagem vai também para aquele local. Por enquanto, serão apenas as casas", frisa. O prefeito reforça que ficou acertado que não terá início a construção de galpão no local antes de o assunto ser amplamente discutido com a comunidade. "O pavilhão fica em segundo plano."
O morador do Jardim do Cedro, Alessandro Leal, acompanhou a reunião e criticou a falta de comunicação entre a prefeitura e a comunidade. "Não podemos concordar com o que estão fazendo. Só ficamos sabendo o que foi acertado. Ninguém sabia de nada."

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