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Prefeito Portaluppi diz: "O V13 nunca esteve interrompido"

Prefeito de Vespasiano Corrêa, onde está situado o ponto turístico, explica a verdade sobre a notícia de que o local estaria fechado para visitação

Créditos: Livia Oselame
PRECAUÇÃO: placas na entrada de cada túnel sinalizam para os perigos - Livia Oselame

Vespasiano Corrêa - "O Viaduto 13 nunca esteve interrompido; o que houve, foi uma restrição na parte de cima, nos trilhos, para inibir o rapel". Essa declaração do prefeito de Vespasiano Corrêa, Marcelo Portaluppi, sinaliza, segundo ele, a verdade sobre o local, que é um dos atrativos turísticos mais importantes do Vale do Taquari.



Desde maio, quando a empresa Rumo, concessionária da ferrovia, colocou seguranças no local para evitar descidas de rapel programadas para dois finais de semana daquele mês, a percepção que se tem, conforme o prefeito, é de que o local está fechado para visitação. "Não há nenhum empecilho para que turistas deixem de vir", completa.

Em passeio de férias, o casal Rodolfo Assis Bordignon (29) e Laís Conter (29) saíram de Canoas terça-feira para conhecer o viaduto mais famoso da América Latina. "Tínhamos muita vontade de conhecer esse lugar; pesquisamos na internet, vimos fotos, e nossa vontade aumentou ainda mais; a sensação de ver o trem passar é indescritível", explica o advogado.



Bordignon e Laís sabiam que o acesso aos trilhos estava restrito, mas ainda assim decidiram visitar o local. "Pensamos que o perigo está na falta de bom senso das pessoas, porque caminhar aqui é tranquilo, mesmo quando o trem passa", reflete Laís.

Para o presidente da Associação dos Municípios de Turismo do Vale do Taquari (Amturvales), Rafael Fontana, o que ocorre é a que a empresa quer se isentar da responsabilidade sobre qualquer acidente que possa ocorrer sobre os trilhos, especialmente sobre a prática de esportes radicais. "A Rumo só sinalizou toda a extensão da malha ferroviária onde está a maior concentração de túneis e viadutos, que compreende cerca de 50 quilômetros entre Muçum e Dois Lajeados", explica. "As visitas continuam e os passeios também", completa.



Movimento reduzido
"Antes, atendíamos cerca de 500 pessoas por fim de semana; agora, não chega a cem", lamenta a dona do Bar V13, que não quis se identificar. Ela lamenta que as pessoas estão deixando de visitar o local, porque os viadutos não são os únicos atrativos. "Aqui embaixo está liberado à vontade", convida. Cachoeiras, trilhas para caminhadas, rafting, camping e a Pedra da Tartaruga são opções à disposição dos turistas. "Nosso turismo de aventura é muito diversificado", ressalta o prefeito, Marcelo Portaluppi.

O restaurante colonial Recanto do Nonno, situado no trajeto de chão que se dirige ao V13, também está servindo menos refeições desde que disseminou-se a notícia de que o local estaria fechado. "Nossa média de atendimentos caiu de 120 para 50", informa o administrador do Recanto, Luiz Carlos Nunes.

Precaução
Cerca de 23 viadutos estão concentrados na região próxima ao V13. Nos acessos a cada um deles, uma placa anuncia que trata-se de área federal constantemente monitorada. A dona do Bar V13, que não quis se identificar, concorda que passear nos trilhos é perigoso, especialmente para crianças e idosos. "Quem vem, tem que saber quais são os limites e ter o máximo de cuidado", orienta.

Para o visitante Rodolfo Bordignon, as pessoas não deixarão de visitar o V13. Ele sugere, entretanto, que os administradores do local explorem-no turisticamente. "Poderiam investir em estruturas para melhorar os passeios, diminuir os riscos, porque quem quer vir, vai vir", reforça.

Portaluppi acrescenta, também, que, inclusive, os motoristas dos trens dirigem com cuidados nesses trechos, porque sabem que são locais de visitação e passeios.

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