Geral

Prefeitura atende demandas do Bom Pastor

As demandas foram atendidas após a publicação de uma denúncia feita por moradores do bairro

Créditos: Jean Peixoto
REPAROS: as máquinas da Prefeitura iniciaram ontem as melhorias solicitadas pelos moradores desde o ano passado - Lidiane Mallmann

Lajeado - Dezesseis dias após a publicação de uma denúncia feita por moradores do Bairro Bom Pastor a O Informativo do Vale, parte das demandas foram atendidas pela Prefeitura de Lajeado. Na tarde ontem, as máquinas da Secretaria de Obras e Serviços Públicos (Seosp) estiveram no local para iniciar os reparos.


A aposentada Sandra Regina de Lima Olando, que já havia protocolado duas reclamações na Prefeitura, se diz aliviada, mas aguarda a retirada dos resíduos. "Amanhã vão vir colocar um poste para nós. Isso é muito bom. Agora vamos batalhar para retirarem os entulhos. Não adianta passar a máquina e deixar o lixo", aponta.

Melhorias


Os reparos iniciaram com a substituição de uma lâmpada, localizada na esquina da Rua Ijair Bolsi, por outra mais potente. Na sequência, a retroescavadeira e o caminhão da Prefeitura iniciaram a roçada nos terrenos. "O mato estava muito alto. Não tinha condições de uma pessoa limpar aquele terreno", comentou o titular da Seosp, Fabiano Bergmann.


O secretário explica que, como o terreno localizado nos fundos é particular, as máquinas se concentraram na limpeza do trecho que fica rente ao muro, por onde os ratos, cobras e aranhas invadiam as casas. "Estava muito feio. Não é sempre que conseguimos atender de imediato as solicitações, mas sempre que possível, atendemos." Bergmann aponta que é necessário elaborar, junto aos vereadores, um projeto de lei para notificar os proprietários dos terrenos, para que eles não possam mais deixar a vegetação chegar ao ponto em que se encontrava. "Eles precisam ser responsabilizados. Tanto pela limpeza, quanto pela desvalorização da região", frisa.

Relembre o caso

No dia 2 de fevereiro, as famílias residentes na Rua Ijair Bolsi relataram medo e preocupação com infestações de aranhas e cobras que estavam invadindo os sobrados onde vivem. Na ocasião, Raquel da Silva (36) e André Pereira (42) salientaram que não se sentiam seguros para deixar o pequeno Arthur, de 9 anos, brincar na rua. O motivo era o iminente risco de ataques de animais peçonhentos vindos dos terrenos baldios nos fundos e na frente do loteamento. Além do matagal, outros problemas preocupavam os moradores como a falta de iluminação e a ausência de lixeiras.


Na data, a prefeitura informou que a Seosp faria uma avaliação no local para que pudesse ser feito o projeto técnico de extensão da rede de iluminação para, então, executá-lo. Quanto às lixeiras, a Administração estimava que em um prazo de até 45 dias a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) poderia instalar uma no local. Os terrenos seriam avaliados por um fiscal da Secretaria de Planejamento e Urbanismo (Seplan), que, caso comprovasse irregularidades, notificaria os proprietários.

ALÍVIO: Raquel da Silva não podia deixar o filho, Arthur, de 9 anos, brincar na rua por medo dos animais que vinham dos terrenos baldios

 

Comments

SEE ALSO ...